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Por que a volta de Fernando Alonso está sendo cogitada na F1 em 2021?

Fernando Alonso teve duas passagens na Renault, de 2003 a 2006 e entre 2008 e 2009 - AFP
Fernando Alonso teve duas passagens na Renault, de 2003 a 2006 e entre 2008 e 2009 Imagem: AFP
Julianne Cerasoli

Fã de Fórmula 1 desde a infância, Julianne Cerasoli nasceu em Bragança Paulista (SP) e hoje vive em Londres (Inglaterra). Atua como jornalista desde 2004, tendo trabalhado com diversos tipos de mídia ao longo dos anos, sempre como repórter esportiva e com passagem como editora de esportes do jornal Correio Popular, em Campinas (SP). Cobrindo corridas in loco na Fórmula 1 desde 2011, começou pelo site especializado TotalRace e passou a colaborar para o UOL Esporte em 2015, e para sites e revistas internacionais. No rádio, é a repórter de Fórmula 1 da Sistema Bandeirantes de Rádio desde 2017, e também faz participações regulares no canal Boteco F1, o maior dedicado à categoria no YouTube. Em 2019, Julianne criou o projeto No Paddock da F1 com a Ju, na plataforma Catarse, em que busca aproximar os fãs da Fórmula 1 por meio de conteúdo on demand e podcast exclusivo com personagens da categoria. Neste espaço: Única cobertura in loco de toda a temporada da Fórmula 1 na mídia brasileira, com informações de bastidores, entrevistas exclusivas, análises técnicas e uma pitada de viagens.

Colunista do UOL

15/05/2020 04h00

A dança das cadeiras da Fórmula 1 para a temporada 2021 fez um nome que não está no grid voltar ao noticiário: Fernando Alonso. O piloto deixou a categoria no final de 2018 dizendo que avaliaria possíveis convites, e agora tem seu nome cotado a um retorno na Renault, equipe pela qual foi bicampeão em 2005 e 2006.

Foram várias as mudanças confirmadas nos últimos dias: tudo começou com Sebastian Vettel encerrando as negociações com a Ferrari e confirmando sua saída ao final deste ano. A vaga de Vettel foi preenchida por Carlos Sainz, que deixará a McLaren. E o posto do espanhol será de Daniel Ricciardo no time inglês.

O nome de Alonso é ligado, justamente, a esta vaga aberta por Ricciardo. Ele foi contratado a peso de ouro há dois anos dentro de um projeto da montadora francesa de usar as mudanças pelas quais a F1 está passando para se reerguer e voltar a andar entre os grandes.

O plano previa um aumento de investimento da montadora francesa na equipe de F1 para readequar a estrutura do time, enxugada quando esteve nas mãos da investidora Genii, entre 2011 e 2015, para que a Renault pudesse se aproveitar de uma extensa mudança de regras, inicialmente programada para 2021, seguida pela adoção do teto orçamentário no ano seguinte.

O coronavírus mudou estes planos e, de certa forma, até deu mais gás aos planos da Renault: o teto orçamentário será menor que o previsto inicialmente e será adotado já no ano que vem. E é com esses limites que as equipes vão desenvolver os novos carros, que irão para a pista somente em 2022. Isso quer dizer que mesmo Mercedes e Ferrari vão ter um orçamento muito semelhante ao da Renault para fazer esse carro novo.

A equipe tinha contratado Ricciardo justamente para liderar esse processo. Afinal, ele era experiente e ao mesmo tempo ambicioso. Com sua saída, os franceses têm uma decisão difícil para tomar: como é complicado encontrar um piloto na mesma situação de Ricciardo, eles podem ou apostar em um jovem talento, ou recorrer a um medalhão.

É aí que entra o fator Alonso. O espanhol de 38 anos disse só se interessaria em retornar à F1 para pilotar os carros novos, mas poderia voltar atrás e ajudar a Renault no projeto de 2022. Como acredita-se que Sebastian Vettel não tenha interesse em correr pelo time francês e outro piloto experiente, Kimi Raikkonen, já até comprou ações de sua atual equipe, a Alfa Romeo, indicando que tem outros planos, Alonso seria a decisão óbvia caso a Renault quiser ir atrás de um nome forte.

Outra opção seria chamar Nico Hulkenberg de volta. O alemão deu lugar para Esteban Ocon neste ano, e não está correndo em nenhuma outra categoria. Esperar os desdobramentos na Mercedes também pode interessar à Renault, já que um piloto com experiência de andar entre os grandes, Valtteri Bottas, pode ficar a pé no final de 2020.

Se for dada a prioridade para pilotos mais novos, não faltam opções. Desde o francês Pierre Gasly até alguma cria do programa de jovens pilotos, dependendo de quem atingir os pontos para obter a superlicença da F1 neste ano. A Renault tem alguns nomes interessantes em seu programa, como o chinês Guanyu Zhou e o dinamarquês Christian Lundgaard.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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