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REPORTAGEM

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Bernardinho e Venturini entram juntos para o Hall da Fama do Vôlei

Fernanda Venturini e Bernardinho - Reprodução/Instagram
Fernanda Venturini e Bernardinho Imagem: Reprodução/Instagram
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

25/05/2022 13h48

Casados durante 21 anos, Bernardinho e Fernanda Venturini agora estão juntos para a eternidade no Hall da Fama do Vôlei. Ambos ex-levantadores, ele também treinador multicampeão, os brasileiros serão incorporados ao grupo dos maiores da história da modalidade em festa que será realizada em outubro. A lista divulgada ontem (25) pela entidade de Holyoke (Masschusetts), nos Estados Unidos, onde o vôlei foi criado.

O curioso é que os dois estavam em uma lista de nove indicados para a lista do ano passado, mas não foram escolhidos para a relação final. Na ocasião, o Hall da Fama promoveu uma votação online que daria um voto do público para cinco escolhidos, e este seria considerado na eleição feita por um comitê de notáveis.

Acabaram escolhidos três brasileiros: Serginho 'Escadinha', Giovane Gávio e Ricardo Santos, este último do vôlei de praia. Mas Bernardinho, terceiro mais votado pelo público, à frente de Serginho e Ricardo, ficou de fora. Isso porque, entre a indicação e a escolha, o treinador anunciou que ia treinar a seleção da França, e um dos critérios de elegibilidade é estar há cinco anos aposentado.

Agora as regras são mais específicas: é preciso estar há cinco anos sem participar dos Jogos Olímpicos, o que Bernardinho fez pela última vez em 2016, quando treinou o Brasil na conquista da medalha de ouro masculina. Cumprido este requisito e com o pedido de demissão da seleção francesa, previamente classificada por ser a dona da casa em Paris-2024, o bicampeão olímpico, dono de seis medalhas olímpicas como técnico e uma (de prata) como jogador, foi incluído na turma de 2022 do Hall.

Junto dele, a ex-esposa Fernanda Venturini, com quem teve intensa relação também profissional. Ele era o técnico da seleção quando ela ajudou o Brasil a conquistar o bronze olímpico em 1996 e a prata no Campeonato Mundial de dois anos antes. Ela também esteve nos Jogos Olímpicos de 1988 (como ponteira), de 1992 e 2004, terminando em quarto lugar nestas duas oportunidades. Quando o Brasil foi bronze em 2000, com Bernardinho, ela estava aposentada da seleção.

A turma de 2022 do Hall da Fama tem também a tricampeã olímpica de vôlei de praia Kerri Walsh Jennings, norte-americana que é considerada a maior de todos os tempos na modalidade, o italiano Samuele Papi, lenda do esporte e dono de quatro medalhas olímpicas, e dois holandeses: Pieter Joon, primeiro atleta do vôlei sentado no Hall da Fama, e o dirigente Peter Murphy.

Assim agora serão 19 brasileiros no Hall da Fama, entre pouco mais de 150 homenageados: Bernardinho, Venturini, Giovane, Escadinha, Ricardo, Bernard, Maurício, Giba, Nalbert, Fofão, Ana Moser, Emanuel, Loiola, Jackie Silva, Shelda, Adriana Behar, Sandra Pires, Carlos Arthur Nuzman e Bebeto de Freitas. Todos foram jogadores, mas os dois últimos foram indicados como dirigente (Nuzman) e treinador (Bebeto).