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Olhar Olímpico

REPORTAGEM

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Seleção de rúgbi feminino é rebaixada no circuito mundial

Bianca Silva, revelada em projeto de rúgbi em Paraisópolis, durante final do Hong Kong Sevens - Mike Lee/World Rugby
Bianca Silva, revelada em projeto de rúgbi em Paraisópolis, durante final do Hong Kong Sevens Imagem: Mike Lee/World Rugby
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

24/05/2022 13h14

Durou duas temporadas a nova passagem da seleção brasileira feminina de rúgbi sevens pela elite da modalidade. Décima primeira colocada no World Series, circuito mundial, depois de seis etapas, o time foi rebaixado e perdeu o direito de continuar jogando contra as melhores equipes do mundo, apesar de ter feito uma temporada muito acima do usual.

Cada etapa da World Series tem a participação de 12 equipes, sendo as 11 fixas e uma convidada. O Brasil conseguiu sua vaga em 2019, quando venceu o campeonato de acesso, disputado em fase única em Hong Kong. Na temporada seguinte, em cinco etapas, venceu só um jogo, sobre o Japão, ficando em último lugar em quatro torneios e em penúltimo no outro.

Como a temporada não foi encerrada, por causa da pandemia, não houve rebaixamento. E o time voltou renovado para 2021/2022, depois do cancelamento da temporada anterior. Na primeira etapa, em Dubai, conseguiu um histórico sexto lugar. Exceção à etapa de Málaga, que terminou em penúltimo, sempre ficou ao menos entre as 10 primeiras.

Mesmo assim, o time chegou à última etapa, em Toulouse (França), no fim de semana passado, ameaçada. Na pressão, foi bem, com uma vitória sobre a Inglaterra e derrota para a Irlanda nos detalhes. O rebaixamento veio após derrota para os EUA, por 15 a 7, em jogo que valia a sétima posição.

Tivesse vencido, o Brasil superaria, em pontos, a Espanha, penúltima colocada nesta etapa, e escaparia do rebaixamento. Com a derrota, as espanholas ficaram na frente, em 10º, e a seleção brasileira terminou rebaixada. O time pode, porém, ser convidado para jogar etapas na próxima temporada, e, para 2023/2024, reconquistar a vaga fixa, que costuma ser colocada em jogo no torneio de Hong Kong.

As Yaras, como o time é chamado, volta a jogar em junho, quando disputa o Sul-Americano de Sevens em Saquarema, no Rio. Depois, em setembro, a equipe disputa a Copa do Mundo, que é o campeonato mundial da modalidade.