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REPORTAGEM

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Rafaela Silva fatura seu primeiro ouro na volta ao circuito mundial de judô

Rafaela Silva é ouro em Portugal - Emanuele Di Feliciantonio/IJF
Rafaela Silva é ouro em Portugal Imagem: Emanuele Di Feliciantonio/IJF
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

28/01/2022 16h51

Rafaela Silva faturou hoje (28) sua primeira medalha de ouro no circuito mundial de judô depois de cumprir dois anos de suspensão por doping. A atleta carioca, agora contratada pelo Flamengo, venceu o Grand Prix de Portugal, disputado na cidade de Almada, na categoria até 57kg. A competição marcou também a estreia vitoriosa de Sarah Menezes como técnica da seleção.

Rafaela, que agora é só a número 175 do ranking mundial, só havia disputado uma competição válida para o circuito mundial desde a volta. Em novembro, ela perdeu logo na primeira luta do Grand Slam de Baku, faturando somente 10 anos.

Agora representante do Flamengo, a judoca se apresentou bem em Portugal. Estreou vencendo Evelyne Tschopp, da Suíça, por ippon, em apenas 34 segundo de luta, passou pela checa Vera Zemanova por waza-ari na segunda luta e, na semifinal, superou a sul-coreana Eunsong Park, também por waza-ari após quase dois minutos de golden score.

A expectativa era que ela lutasse contra a dona da casa Telma Monteiro, bronze na Rio-2016, mas a estrela do judô português caiu na semifinal. Sua algoz, a holandesa Pleuni Cornelisse, 22 anos, foi a rival de Rafaela na final. A brasileira venceu por ippon depois de menos de três minutos de luta.

Rafaela é só a quarta melhor brasileira no ranking mundial da categoria (agora vai pular para terceiro), mas tem lugar na seleção nacional porque um dos critérios para se manter na equipe em 2021 era ter sido medalhista na Rio-2016, o que encaixa perfeitamente para Rafaela, campeã olímpica no Rio.

Ela, que não faturava uma medalha de ouro no circuito desde julho de 2019, quando foi campeã no Grand Prix de Budapeste, vai somar 700 pontos com o resultado e se aproximar de Jessica Pereira, que tem 1.000. Rafaela deverá precisar passar também Ketelyn Nascimento para ter vaga na equipe que vai ao Mundial, no segundo semestre.

Outros brasileiros que lutaram hoje em Portugal não foram bem. A melhor foi a estreante Amanda Lima, de 22 anos, da categoria até 48kg, que venceu duas lutas, incluindo uma contra Andrea Stojadinov, número 16 do mundo. Mas, depois, a pernambucana perdeu dois confrontos e terminou em sétimo. Yasmin Lima (52kg) caiu na segunda rodada, enquanto Allan Kubawara (60kg) e Jéssica Lima (57kg) perderam na estreia. O torneio segue no sábado e no domingo.