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REPORTAGEM

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Brasileiro Kawan Pereira é campeão mundial júnior nos saltos ornamentais

Kawan Pereira campeão mundial júnior nos saltos ornamentais - Divulgação
Kawan Pereira campeão mundial júnior nos saltos ornamentais Imagem: Divulgação
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

03/12/2021 14h21

Kawan Pereira demonstrou hoje (3) que é uma das grandes apostas do esporte brasileiro nos Jogos Olímpicos de Paris. Finalista em Tóquio, ele conquistou hoje o título do Campeonato Mundial Júnior de Saltos Ornamentais, no trampolim de 3 metros. E essa nem é a principal prova dele, especialista na plataforma de 10 metros.

Depois de passar para a final em Kiev, na Ucrânia, na 11ª colocação, com 473,25 pontos, Kawan melhorou de forma significativa sua apresentação na final, somando 532,60 pontos. Fato incomum, ele terminou empatado com ucraniano Danylo Konovalov, que também subiu ao lugar mais alto do pódio.

Pela pandemia e por questões diplomáticas, o evento não conta com a participação de países como China (que ganhou quase metade das medalhas distribuídas na última edição, em 2018), EUA, Canadá, Austrália, México e Japão. Com a nota que valeu o ouro agora, Kawan teria sido sétimo no Mundial passado.

O Brasil não tem tradição expressiva nos saltos ornamentais, nem mesmo em nível regional. Nas últimas três edições dos Jogos Pan-Americanos, por exemplo, ganhou somente três medalhas, sendo uma de prata e duas de bronze. Kawan agora vem para quebrar essa escrita.

Até aqui, o Brasil só tinha uma medalha em Mundiais nos saltos ornamentais, com Ubirajara Barbosa e Hugo Parisi, prata na plataforma sincronizada no Mundial Juvenil de 2002, mesmo ano em que Kawan nasceu.

Atleta do Instituto Pro-Esporte, de Brasília, que tem o próprio Hugo Parisi como diretor, Kawan volta a competir na quinta-feira da semana que vem, desta vez na plataforma, que é sua principal prova, e na qual ele foi finalista olímpico.