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Olhar Olímpico

REPORTAGEM

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Bárbara Domingos é 1ª brasileira em final do Mundial de Ginástica Rítmica

Bárbara Domingos - Simone Ferraro/CBG
Bárbara Domingos Imagem: Simone Ferraro/CBG
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

28/10/2021 12h52

A curitibana Bárbara Domingos, conhecida como Babi, se tornou hoje (28) a primeira brasileira a se classificar para a final individual de um Mundial de Ginástica Rítmica. A atleta de 21 anos passou na 13ª colocação para a decisão do individual geral, prova em que cada ginasta se apresenta nos quatro aparelhos: arco, bola, fita a maças. Até então, a melhor campanha era o 31º lugar, dela mesma, no Mundial de 2019.

O resultado é um marco no esporte no Brasil, porque a ginástica rítmica, popularmente chamada de GR, é um esporte com uma base grande de praticantes, maior inclusive do que a ginástica artística, mas ainda era carente de feitos expressivos internacionalmente. O país até tinha uma tradição de medalhas de ouro em Jogos Pan-Americanos no conjunto, mas nunca havia se destacado em um Mundial.

E agora o desempenho histórico vem com a mudança de gerações na equipe. Protagonistas na última década, Angélica Kvieczynski se aposentou em 2018 e Natália Gaudio se despediu do esporte este ano. Abriram espaço para Bárbara Domingos, que falhou em se classificar para a Olimpíada (foi prata no Pan realizado no Rio, superado por uma mexicana) e deu a volta por cima no Mundial de Kitakyushu, no Japão.

Ela somou 69,800 nos quatro aparelhos, sendo 23,550 no arco e 23,750 na bola no primeiro dia, ontem. Hoje, fez 20,500 na fita e 22,500 nas maças — a pior nota é descartada. Tão importante quanto o 13º lugar e uma vaga entre as 18 finalistas é o fato de a brasileira ter sido a melhor ginasta pan-americana nas eliminatórias, muito à frente de Evita Griskenas, dos Estados Unidos, campeã do Pan de Lima. Desde 2003, aliás, uma americana vence o Pan.

"Estou me sentindo muito feliz. Não me caiu a ficha ainda a respeito da importância desse resultado. É tudo muito novo, mas tenho a certeza de que isso é resultado de um trabalho muito intenso nosso. Não só meu, mas de toda uma equipe técnica atrás de mim. Sem eles, com certeza não estaria no nível em que estou hoje. Querendo ou não, estar entre as 18 melhores do mundo....não tem o que dizer!", comentou Bárbara, via assessoria.

Curiosamente, apesar do feito, Bárbara não vai ganhar o Prêmio Brasil Olímpico na Ginástica Rítmica, porque não foi indicada entre as três elegíveis pela Confederação Brasileira de Ginástica (CBG). A final do individual geral está programada para as 2h30 da manhã de sábado (horário de Brasília).