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Piscina do Alvorada citada por Bolsonaro tem energia solar desde 2002

Os amplos jardins da parte posterior do Palácio da Alvorada, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, cederam espaço - em parte - para a grande piscina - Leonardo Finotti/ UOL
Os amplos jardins da parte posterior do Palácio da Alvorada, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, cederam espaço - em parte - para a grande piscina Imagem: Leonardo Finotti/ UOL
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

24/04/2020 19h02

A piscina "olímpica" do Palácio da Alvorada virou assunto nacional nesta sexta-feira (24), quando o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) citou o desligamento do aquecimento dela como uma das medidas tomadas por ele para economizar gastos públicos. Não demorou para as redes sociais descobrirem, porém, que a piscina tem aquecimento solar há quase duas décadas, desde 2002.

A obra, realizada ainda durante o governo FHC, já que o ex-presidente que utilizava a piscina para praticar natação, porém, continuou exigindo o consumo de energia elétrica, em menor escala. A informação consta no site da Agência Energia, empresa privada que realizou a obra.

"Uma instalação de grande porte foi realizada sobre a cozinha oficial e ajudou a reduzir o consumo de energia elétrica das bombas de calor usadas no aquecimento. Além dos desafios técnicos esse projeto envolveu questões de segurança para acesso ao palácio e respeito ao projeto arquitetônico elaborado pelo arquiteto Oscar Niemeyer", diz a empresa.

Esta não é a primeira vez, porém, que Bolsonaro cita o desligamento do sistema de aquecimento da piscina como medida de redução de gastos. No final do ano passado, ele recebeu jornalistas para um café da manhã e contou sobre o desligamento, citando que, mesmo assim, nada nela duas vezes por semana.

A piscina não é exatamente "olímpica" porque existe uma ilha de concreto no meio dela. O local passou por reforma entre 2004 e 2006 e, depois, teria recebido melhorias em 2008, quando foi instalado piso de granito ao redor dela. Em 2016, essa última reforma virou alvo da Polícia Federal.

Errata: o texto foi atualizado
Ao contrário do informado anteriormente, a piscina seguia com energia elétrica em menor escala, e não solar. O erro foi corrigido.