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COI pede pressa para federações definirem critérios para Olimpíada em 2021

Anéis Olímpicos em Tóquio - Alessandro Di Ciommo/NurPhoto via Getty Images
Anéis Olímpicos em Tóquio Imagem: Alessandro Di Ciommo/NurPhoto via Getty Images
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

02/04/2020 19h01

O Comitê Olímpico Internacional (COI) enviou carta às federações internacionais e aos comitês olímpicos nacionais pedindo urgência na definição dos novos critérios de classificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio, que foram adiados para julho/agosto de 2021. O esporte de praticamente todo o mundo está paralisado e ninguém tem a menor ideia de quando será possível voltar a realização eventos internacionais, com atletas de diversos países.

"As adaptações finais dos sistemas de classificação serão finalizadas o mais rápido possível para garantir segurança aos atletas e comitês olímpicos nacionais", diz o COI, ponderando que entende que é "improvável" que todos o detalhes sobre as datas e locais dos eventos especificados sejam conhecidos agora. "Pretendemos finalizar os sistemas adaptados até meados de abril, com detalhes sobre eventos específicos para definição mais tarde, se necessário."

De acordo com o COI, a prioridade é repetir, na medida do possível, os sistemas de classificação originais de cada esporte. "Este princípio encoraja as federações a seguir uma abordagem semelhante, substituindo oportunidades canceladas que estavam concederiam vaga pelo mesmo número de eventos subsequentes".

No basquete masculino e no handebol, por exemplo, as vagas regionais já foram atribuídas, faltando apenas a realização dos Pré-Olímpicos Mundiais. No judô o circuito mundial foi paralisado quando faltavam cerca de dois meses para o encerramento do ranking olímpico.

Mas há muitos detalhes para serem discutidos. Na ginástica artística, por exemplo, uma etapa importante para o ranking olímpico, em Baku, foi suspensa depois das eliminatórias, antes das finais. Os pontos serão considerados? No judô, o ranking considera 50% dos pontos obtidos na temporada 2018/2019 e 100% dos pontos da temporada 2019/2020. Essa diferenciação vai mudar?

Os comitês olímpicos nacionais também poderão rediscutir a forma de distribuição das suas vagas. No vôlei de praia, por exemplo, a CBV definiu que as duplas classificadas seriam as melhores em determinados torneios da temporada 2019. Mas elas podem perder força ao longo de uma eventual temporada 2020. O COI defende um meio-termo entre a proteção a quem estava "a ponto" de se classificar e o direito dos melhores da temporada 2021 de irem aos Jogos.

Para todas essas decisões, o COI deu o prazo de até 29 de junho do ano que vem para as federações internacionais determinarem a quais países pertencem cada vaga e até 5 de julho para os países apontarem os convocados. Em modalidades em que há limite de idade (futebol, principalmente) o COI defende que os atletas elegíveis em 2020 sejam também elegíveis em 2021. Quando a regra é oposta, com mínimo de idade (ginástica e saltos ornamentais, principalmente), que se abra a possibilidade dos atletas que chegam no anoque vem à categoria adulta de disputarem os Jogos.

Olhar Olímpico