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Sul-Americano de Handebol começa sem bolas no Paraná

Jogadores da seleção da Argentina viajam de ônibus em Maringá - Reprodução/Twitter
Jogadores da seleção da Argentina viajam de ônibus em Maringá Imagem: Reprodução/Twitter
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

21/01/2020 22h04

Sem nenhuma divulgação por parte da Confederação Brasileira de Handebol, começou nesta terça-feira (21) em Maringá (PR) o Campeonato Centro-Sul-Americano Masculino de Handebol, hexagonal que vale três vagas no Mundial do começo do ano que vem e só conta com times da América do Sul. O torneio, que também serve como teste para a seleção brasileira, que ainda sonha em se classificar para a Olimpíada, vem sendo muito criticado, principalmente pela rival Argentina.

Nesta terça, a Argentina estreou contra a fraquíssima Bolívia e o jogo demorou a começar porque ninguém da organização havia disponibilizado bolas. "Não havia bolas para jogar a partida. Qual é a bola oficial da Coscabal (confederação centro-sul-americana)? Por que não apareceu ninguém com bolas no jogo. Argentina x Bolívia se jogou hoje com nossas bolas. Como se organiza um torneio sem bolas?", reclamou, no Twitter, o argentino Fede Pizarro.

As reclamações começaram desde que a seleção argentina chegou a Maringá, ontem (20). Também no Twitter, o jogador Diego Simonet postou imagem da delegação dentro de um ônibus de transporte urbano na cidade paranaense. A foto causou grande repercussão. Nas redes sociais, diversos jogadores brasileiros criticaram.

"Estou fora da competição, mas isso é vergonhoso ver tal coisas. Os atletas merecem um mínimo e são por coisas básicas, como estás, no nosso esporte, que lutamos na América do Sul", escreveu Zé Toledo.

Também pelas redes sociais, argentinos continuaram a reclamar de problemas. O local de treinamento, segundo eles, não tem água potável. Alegam que não há ar condicionado no hotel, gelo, nem alimentação "de atleta". Pelo Twitter, Pizarro comemorou ter encontrado um local para tomar café da manhã. E festejou: "Há pratos".

O Olhar Olímpico procurou a assessoria de imprensa da CBHb, que informou que a responsabilidade pela organização é da Confederação de Handebol da América do Sul e da América Central, a Coscabal, criada em 2019 após a dissolução da Federação Pan-Americana de Handebol, que deu origem a duas confederações regionais, de América do Sul/Central e outra só para América do Norte e Groenlândia. O brasileiro Ricardo Souza, presidente da CBHb, é vice da Coscabal.

Olhar Olímpico