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Julio Gomes

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Que estádio estará lotado? Que marcas CR7 pode bater? Os números da Euro

Cristiano Ronaldo comemora gol contra Israel - PATRICIA DE MELO MOREIRA/AFP
Cristiano Ronaldo comemora gol contra Israel Imagem: PATRICIA DE MELO MOREIRA/AFP
Julio Gomes

Julio Gomes é jornalista esportivo desde que nasceu. Mas ganha para isso desde 1998, quando começou a carreira no UOL, onde foi editor de Esporte e trabalhou até 2003. Viveu por mais de 5 anos na Europa - a maior parte do tempo em Madrid, mas também em Londres, Paris e Lisboa. Neste período, estudou, foi correspondente da TV e Rádio Bandeirantes e comentarista do Canal+ espanhol, entre outras publicações europeias. Após a volta para a terrinha natal, foi editor-chefe de mídias digitais e comentarista da ESPN e também editor-chefe da BBC Brasil. Já cobriu cinco Copas do Mundo e, desde 2013, está de volta à primeira das casas.

11/06/2021 04h00

A Eurocopa-2021 começa nesta sexta-feira, com um ano de atraso devido à pandemia. O plano original, definido muito tempo atrás, era evitar que um país ficasse com o fardo de organizar sozinho o mega evento. Foi planejada uma Euro "europeia", com 12 sedes espalhadas por 12 países. Pois é. Quem imaginaria uma pandemia no meio disso? A Uefa ficou com o abacaxi e alterou em cima da hora de 12 para 11 sedes - caiu Dublin, na Irlanda, e a Espanha viu a troca de Bilbao por Sevilla.

Essencialmente a Uefa quis que houvesse público em todas as sedes, e assim será. Quem não conseguiu garantir isso, foi retirada da lista.

Apenas uma cidade, Budapeste, irá receber casa cheia. Os 68 mil lugares da Puskas Arena estarão ocupados nos quatro jogos que a capital húngara vai receber. E não serão jogos quaisquer. A Hungria receberá Portugal, depois a França e ainda haverá a reedição da última final, entre lusos e galos. Por fim, uma partida de oitavas de final.

Os outros 10 estádios terão aforo limitado, mas nada impede que isso sofra alterações ao longo do torneio e conforme avance a vacinação na Europa - o continente deverá ter, a partir de julho, uma espécie de "passaporte da saúde" que registrará se a pessoa já foi vacinada ou se recuperou da Covid nos últimos seis meses ou se testou negativo nos últimos dias.

Cristiano Ronaldo é um dos nomes próprios do torneio. Atualmente, ele é o líder de gols marcados em fases finais de Eurocopa, ao lado de Michel Platini - ambos com 9. A diferença é que o francês fez todos os 9 em apenas uma edição, quando a França foi campeã pela primeira vez, em 1984. Já Ronaldo estará em sua quinta Euro e chegou à marca fazendo 16 jogos a mais (21 a 5). Mas, em números absolutos, o que importa é que basta ao português mais um gol para se tornar o maior artilheiro da história das Euros.

Este não é o único recorde que ele pode bater ou ampliar. Veja abaixo números e detalhes interessantes da Eurocopa-2021:

CRISTIANO RONALDO - Pode desempatar o recorde que divide com Platini e também um outro que divide com o alemão Schweinsteiger: 38 partidas de Copa e Euro. Ele já o único jogador com pelo menos um gol em quatro Euros diferentes, pode ampliar a marca se fizer gol também em sua quinta participação.

PORTUGAL - Apesar de estar em grupo complicado, a seleção das Quinas tem ao seu lado um retrospecto positivo. É a única que passou da fase de grupos e chegou ao mata-mata nas últimas seis Euros, uma sequência que começou na edição de 1996.

DESCHAMPS - Poucos homens ganharam uma Copa do Mundo como jogador e técnico, Deschamps é um deles. Poucos ganharam uma Eurocopa como jogador e como técnico. O treinador francês pode também entrar neste seleto grupo - ele se tornaria o primeiro da história a ser campeão como jogador e técnico dos dois torneios.

ALEMANHA - Detém quase todos os recordes coletivos, se somarmos o período quando ainda era a Alemanha Ocidental. É quem mais ganhou a Euro (3 títulos, ao lado da Espanha), quem mais disputou finais (seis) e quem mais participou (12 vezes, esta será a 13a). A Alemanha ficou fora das três primeiras edições, mas, desde 72, apareceu em todas.

NEUER - Tem 27 jogos realizados somando Euros e Copas do Mundo, pode alcançar a marca de 31, que compartilham Buffon e Casillas. Para superar este número, teria de chegar às quartas de final com a Alemanha.

TABU INGLÊS - 12 países já disputaram uma final de Euro. A Inglaterra não é uma delas. O máximo que conseguiu, nas nove participações anteriores, foi disputar duas semifinais (68 e 96). É a seleção que mais partidas fez sem chegar a uma final.

HAT-TRICK - A Euro não viu nenhum nas últimas duas edições. A última vez que um jogador fez três gols na mesma partida foi em 2008, quando David Villa liderou a goleada da Espanha contra a Rússia.

ANO ÍMPAR - A edição 2021 vai ser chamada de Euro-2020 pela Uefa. Mas o fato é que será a primeira edição da história disputada em ano ímpar. A primeira Eurocopa foi disputada em 1960 e, a partir daí, teve as fases finais realizadas de quatro em quatro anos.

ESTREANTES - Finlândia e Macedônia do Norte são as duas seleções que nunca haviam jogado uma Eurocopa.

SEDES - Em Budapeste, o público poderá ocupar a arena toda. São Petersburgo e Baku receberão 50% da capacidade. Os outros oito estádios terão público ocupando de 25% a 33% das arquibancadas.

Puskas Arena, Budapeste (Hungria) - 68000 (de 68000)
Olímpico de Baku (Azerbaijão) - 34000 (de 68000)
São Petersburgo (Rússia) - 30500 (de 61000)
Wembley, Londres (Inglaterra) - 22500 (de 90000)
Olímpico de Roma (Itália) - 22770 (de 69000)
La Cartuja, Sevilla (Espanha) - 19800 (de 60000)
Johan Cruyff, Amsterdã (Holanda) - 17820 (de 54000)
Nacional Arena, Bucareste (Romênia) - 17820 (de 54000)
Hampden Park, Glasgow (Escócia) - 16830 (de 51000)
Allianz Arena, Munique (Alemanha) - 15400 (de 70000)
Parken Stadium, Copenhague (Dinamarca) - 12540 (de 38000)