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Julio Gomes

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Time do Palmeiras não esteve à altura do momento histórico

Abel Ferreira acompanha o Palmeiras na partida contra o Tigres na semifinal do Mundial de Clubes - EFE/EPA/NOUSHAD
Abel Ferreira acompanha o Palmeiras na partida contra o Tigres na semifinal do Mundial de Clubes Imagem: EFE/EPA/NOUSHAD
Julio Gomes

Julio Gomes é jornalista esportivo desde que nasceu. Mas ganha para isso desde 1998, quando começou a carreira no UOL, onde foi editor de Esporte e trabalhou até 2003. Viveu por mais de 5 anos na Europa - a maior parte do tempo em Madrid, mas também em Londres, Paris e Lisboa. Neste período, estudou, foi correspondente da TV e Rádio Bandeirantes e comentarista do Canal+ espanhol, entre outras publicações europeias. Após a volta para a terrinha natal, foi editor-chefe de mídias digitais e comentarista da ESPN e também editor-chefe da BBC Brasil. Já cobriu cinco Copas do Mundo e, desde 2013, está de volta à primeira das casas.

07/02/2021 16h56

A encheção de saco para o torcedor do Palmeiras é a história de "não ter Mundial". Depois de 21 anos, o Palmeiras chegou ao Mundial. Era difícil ganhar do Bayern. Mas o triste da história é nem mesmo jogar com o Bayern. O Palmeiras não se deu a chance da zebra. O time do Palmeiras não esteve à altura do momento histórico e da obsessão de seu torcedor.

Sim, o Palmeiras teve chances contra o Tigres. Mas foram poucas e só apareceram na reta final do jogo, quando naturalmente quem está perdendo busca o empate, quem está vencendo se segura.

Faltou competição ao Palmeiras, faltou brigar mais por cada bola como se fosse um prato de comida. Faltou agilidade nas substituições, faltou a tensão de uma final, ainda que não fosse ainda uma final. E faltou muita inteligência a Luan no lance do pênalti.

Abel Ferreira demorou para mexer no time, depois de um primeiro tempo em que Weverton, com três defesas espetaculares, salvou o Palmeiras de um resultado negativo. Quando mexeu, ousou pouco. Demorou para tirar Marcos Rocha, que foi destruído defensivamente. Demorou para colocar William, um jogador muito inteligente e perfeito para partidas como essas.

O Tigres mereceu vencer o Palmeiras. Jogou melhor e poderia ter conquistado até um resultado mais tranquilo, sem o drama dos minutos finais. Vai ser o primeiro mexicano na final, para provavelmente enfrentar o Bayern.

E nós voltamos a nos perguntar. Como assim? Onde erramos?

Não somos tão bons quanto nos achamos antes destas partidas semifinais. E nem tão ruins quanto achamos após as eliminações, tratadas como vexatórias. Simplesmente estamos no mesmo patamar de times mexicanos, coreanos ,etc.

Não é vexame ficar fora da final. Lamentável é não fazer o seu melhor. O Palmeiras não fez.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL