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Julio Gomes

O que é melhor? Golear ou sofrer contra a Bolívia?

Lionel Messi em ação na partida entre Bolívia e Argentina, pelas Eliminatórias para a Copa de 2022 - Martin Alipaz
Lionel Messi em ação na partida entre Bolívia e Argentina, pelas Eliminatórias para a Copa de 2022 Imagem: Martin Alipaz
Julio Gomes

Julio Gomes é jornalista esportivo desde que nasceu. Mas ganha para isso desde 1998, quando começou a carreira no UOL, onde foi editor de Esporte e trabalhou até 2003. Viveu por mais de 5 anos na Europa - a maior parte do tempo em Madrid, mas também em Londres, Paris e Lisboa. Neste período, estudou, foi correspondente da TV e Rádio Bandeirantes e comentarista do Canal+ espanhol, entre outras publicações europeias. Após a volta para a terrinha natal, foi editor-chefe de mídias digitais e comentarista da ESPN e também editor-chefe da BBC Brasil. Já cobriu cinco Copas do Mundo e, desde 2013, está de volta à primeira das casas.

13/10/2020 19h09

O Brasil meteu 5 a 0 na Bolívia (poderia até ter sido mais) e choveram comentários do tipo: "Jogou contra ninguém, não houve desafio, não fez mais que a obrigação", etc.

E aí, o que é melhor? Massacrar a Bolívia por 5 a 0 ou sofrer para ganhar de 2 a 1, de virada? Foi o que a Argentina fez hoje, em La Paz. Foi sofrido, mas veio a vitória - Lautaro Martínez empatou no final do primeiro tempo e Correa só virou a partida aos 34min do segundo tempo.

É verdade que é um campo que tem sido complicado para os argentinos ultimamente, eles não venciam na altura pelas eliminatórias desde 2005 - eram já três tropeços seguidos. Mas não deveria ser assim. Com o Brasil, não costuma ser assim, ainda que já tenha acontecido.

"Ah, mas a Argentina pegou a Bolívia titular e na altitude, enquanto o Brasil pegou uma Bolívia mista e em São Paulo". Hummmm... mas será que a Bolívia titular e na altitude é isso tudo? Será que o time tão ruim vira bom?

Nem uma coisa nem outra. A Bolívia é a seleção mais fraca das eliminatórias, mas não vai perder de todo mundo e nem será saco de pancadas. Irá conseguir, sim, seus pontinhos. Nem é tão fraca quanto muitos disseram para minimizar a goleada do time de Tite. E nem é tão forte por ter a altitude ao seu lado.

Sabem como foi o duelo de finalizações entre Bolívia e Argentina? Dez para cada uma. Posse bola? 55 a 45 para... a Bolívia!

A goleada na estreia do Brasil foi consistente, isso é fato. É um placar que tem que ser respeitado. E as dificuldades da Argentina hoje nos mostram isso.