PUBLICIDADE
Topo

Futebol pelo mundo

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Com MNM pressionado, PSG quer contornar crise de vestiário contra o City

KENZO TRIBOUILLARD / AFP
Imagem: KENZO TRIBOUILLARD / AFP
João Henrique Marques

Jornalista desde 2005, passou por Lance ! e Terra. É correspondente do UOL Esporte na Europa desde 2013, com base em Barcelona e depois Paris. Cobriu Copa do Mundo, Eurocopa e cinco finais de Liga dos Campeões.

Colunista do UOL

28/09/2021 04h00

Menos de dois meses depois da euforia pela chegada de Lionel Messi, o Paris Saint-Germain já se encontra em situação de pressão ao trio MNM (Messi, Neymar e Mbappé). Com poucas oportunidades e tendo rendimento abaixo do esperado até o momento, a formação vista no futebol como imparável tem a primeira decisão pela frente no duelo contra o Manchester City, hoje (28), às 16h (de Brasília), no Parque dos Príncipes, em Paris, pela fase de grupos da Liga dos Campeões.

O sucesso do trio de ataque do PSG contra o City tornou-se vital não só pela necessidade da primeira vitória na Champions, mas também para contornar uma crise de relacionamento de vestiário que assolou o clube. O episódio mais recente foi no final de semana com Mbappé xingando Neymar e reclamando: "ele não passa a bola para mim".

"Eles [Neymar e Mbappé] são meninos incríveis. Coisas assim [atrito] acontecem entre grandes jogadores. São pessoas que querem ganhar, são competidores. Conversei com eles individualmente, depois, eles conversaram entre eles. E vocês viram no treino eles se divertindo. Às vezes, o barulho fora é maior do que a realidade", disse o treinador do PSG, Mauricio Pochettino, minimizando o episódio.


Pochettino tem mais problemas de relação para solucionar no PSG. Um dos incômodos do vestiário é a disputa de Gianluigi Donnarumma e Keylor Navas como goleiro do time. Os relatos internos são de que há um ambiente de tensão com o treinador promovendo o suspense do escolhido sempre até horas antes das partidas.

"Vocês vão saber amanhã [esta terça] quem é o escolhido. Não vou adiantar nada", voltou a dizer Pochettino na véspera da partida contra o City.

No vestiário do PSG, o técnico argentino também já teve que evitar o agravamento de um atrito com Lionel Messi. O atacante ficou revoltado ao ser substituído no jogo contra o Lyon e não apertou a mão de Pochettino ao sair de campo. Uma conversa entre eles após o jogo serviu para minimizar a tensão.

Até o momento, o trio de ataque do PSG não completou nenhuma partida. Na estreia, no empate contra o Brugge, por 1 a 1, na Bélgica, pela Liga dos Campeões, Mbappé foi substituído no segundo tempo com dores na perna direita. Na segunda oportunidade com os três em campo como titulares, na vitória por 2 a 1 diante do Lyon, pelo Campeonato Francês, foi a vez de Messi ser substituído por causa de dores no joelho esquerdo.

"Não sei como travar tanta qualidade. São jogadores excepcionais, todos sabemos. O talento não pode parar assim, de qualquer jeito. Temos que ser compactos, estar juntos e ajudar uns aos outros, estar dispostos a suportá-los durante 90 minutos", analisou o treinador do Manchester City, Josep Guardiola.

"É um fato, não uma opinião que o PSG e uma equipe em construção. Vamos jogar contra o Manchester City, que é comandado pelo melhor treinador do mundo: Pep Guardiola. Eles têm o sonho de ganhar a Champions League. Nós também. Eles podem estar à nossa frente no processo de construção, mas em uma partida tudo pode acontecer. Tentaremos contrariar isso com nosso desejo e vontade, aplicando nossas ideias e tentando limitar suas qualidades e pressionando em suas falhas, se tiver. É uma partida ideal para os jogadores expressarem seu potencial", destacou Pochettino.