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Danilo Lavieri

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Lavieri: Brasil fez vitória obrigatória contra a Venezuela parecer épica

Lucas Paquetá tenta jogada em Venezuela x Brasil pelas Eliminatórias - Lucas Figueiredo/CBF
Lucas Paquetá tenta jogada em Venezuela x Brasil pelas Eliminatórias Imagem: Lucas Figueiredo/CBF
Danilo Lavieri

Danilo Lavieri começou a carreira em 2008 e trabalha com futebol desde 2010. Já cobriu Copa, Olimpíada, escreveu a biografia do goleiro Marcos (Nunca Fui Santo) e ganhou prêmio de furo do ano da Aceesp em 2019.

Colunista do UOL

07/10/2021 22h28

A seleção brasileira sofreu mais do que devia para vencer a Venezuela hoje (7) pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2022. A equipe de Tite saiu atrás no placar, fez um péssimo primeiro tempo e se jogou para cima do adversário no segundo tempo para arrancar a virada por 3 a 1.

É verdade que a Venezuela evoluiu, mostrou mais futebol nos últimos anos do que acostumamos a ver, mas nada disso é suficiente para justificar a dificuldade dos brasileiros para vencer a partida. Nem mesmo a ausência de Neymar e Casemiro. Nunca é demais lembrar que a Vinotinto é a última colocada na competição.

Atuação deixada de lado, a equipe verde e amarela mantém o impressionante aproveitamento de 100% nessas Eliminatórias e fica cada vez mais próxima da vaga no Qatar. Mas dúvidas sobre como essa seleção vai criar ainda permanecem, ainda mais após Lucas Paquetá não apresentar o bom futebol que mostrou nas últimas vezes.

No primeiro tempo, o Brasil apresentou um futebol extremamente burocrático e, mesmo saindo atrás no placar, não esboçou reação. Nesses primeiros 45 minutos, o time não foi capaz nem de acertar o gol do adversário.

O melhor do jogo foi ver Soteldo, que deixa saudades nos torcedores santistas, jogando como se fosse um atacante brasileiro. Driblando, indo para cima, sendo decisivo e colocando seus companheiros na cara do gol. Foi dele a assistência para o 1 a 0.

Na etapa final, Tite resolveu tirar Everton Ribeiro para a entrada de Raphinha, que fez boa estreia com a camisa da seleção. A mudança deu mais velocidade, mas não era o suficiente. Gerson ficou longe de mostrar o que já fez no Flamengo, e o meio-campo brasileiro não conseguia ser criativo o suficiente, o velho problema dessa equipe.

Aí o técnico resolveu partir para a aposta de jogos pelos lados e se jogar para frente. Atitude corajosa, mas extremamente necessária diante das circustâncias. Além da primeira troca, entraram em campo Vinicius Junior e Antony, além de Emerson no lugar de Danilo. A Venezuela naturalmente se retraiu e passou a deixar o Brasil trocar passes na intermediária.

O empate veio em jogada aérea, com Marquinhos completando cruzamento de Raphinha. Pouco depois, ele também arrancou pelo meio, serviu Vini, que chutou e fez o goleiro dar rebote. Gabigol foi brigar pela bola e foi derrubado. Ele mesmo converteu e se livrou do jejum de não balançar as redes desde agosto. Já nos acréscimos, Antony aumentou a vantagem.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL