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Danilo Lavieri

REPORTAGEM

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Flamengo e Fluminense concentram 25% do prejuízo do Brasileirão sem público

Estádio do Maracanã é o mais caro para se jogar no país - Divulgação/@Libertadores
Estádio do Maracanã é o mais caro para se jogar no país Imagem: Divulgação/@Libertadores
Danilo Lavieri

Danilo Lavieri começou a carreira em 2008 e trabalha com futebol desde 2010. Já cobriu Copa, Olimpíada, escreveu a biografia do goleiro Marcos (Nunca Fui Santo) e ganhou prêmio de furo do ano da Aceesp em 2019.

Colunista do UOL

04/10/2021 11h25Atualizada em 05/10/2021 12h24

O fim de semana que passou marcou a última rodada do Brasileirão sem público para alguns e a primeira com a presença dos torcedor para outros. Em 22 rodadas, o Nacional teve seus estádios vazios, o que gerou um prejuízo de R$ 14.060.628,59 segundo levantamento feito pelo blog com base nos documentos enviados pelas federações regionais à CBF. Deste total, 25% correspondem somente ao prejuízo de Flamengo e Fluminense.

Os boletins financeiros trazem gastos como salários, deslocamento e hospedagem dos árbitros, despesas operacionais de cada estádio, segurança, antidoping e todos os outros gastos que normalmente são aliviados com a venda de ingressos.

Os dois times sozinhos respondem por R$ 3.572.897,17 no vermelho: ou seja, um quarto de todo o saldo negativo está em dois dos 20 times. Tudo isso por conta do alto custo para jogar no Maracanã, que tem média superior a R$ 200 mil por partida.

Essa conta só não é maior porque as equipes conseguiram economias pontuais. O Tricolor das Laranjeiras, por exemplo, disputou algumas partidas em São Januário, quando conseguiu economizar cerca de R$ 50 mil por partida, e outros R$ 100 mil de economia quando mandou sua partida em Volta Redonda. O Flamengo também economizou ao atuar o clássico contra o Fluminense em São Paulo, na Neo Química Arena, e por jogar contra o Sport em Volta Redonda.

A expectativa é que com a venda de ingresso os times consigam ao menos parar de ter prejuízo para mandar suas partidas. Em uma perspectiva mais otimista, as equipes poderão recuperar parte da perda com a volta do torcedor para as arenas. Ainda assim, por conta da limitação de presença imposta pela pandemia, essa não é uma certeza.

Bahia e Santos tiveram seus jogos como mandantes adiados justamente para que eles possam atuar novamente quando os governos locais já autorizarem a venda de ingressos. Palmeiras e Red Bull Bragantino, por sua vez, preferiram manter a tabela original desse último final de semana contra Juventude e Corinthians, respectivamente, mesmo sem a presença de público. Ou seja, o prejuízo deles ainda vai aumentar.

Deste total, também é importante destacar que o Sport não apresenta todos os seus gastos nos documentos enviados à CBF. Apesar de isso desrespeitar a orientação do Estatuto do Torcedor, a entidade e o time não justificam tal atitude. Isso se repete desde o Brasileirão do ano passado.

Confira o ranking atualizado até a 22ª rodada:

  1. Flamengo - R$ 1.862.183,05
  2. Fluminense - R$ 1.710.714,12
  3. Bahia - R$ 904.170,97
  4. Palmeiras - R$ 883.344,79
  5. Atlético-MG - R$ 753.286,93
  6. Santos - R$ 749.167,72
  7. São Paulo - R$ 733.294,01
  8. Corinthians - R$ 636.894,97
  9. América-MG - R$ 616.952,81
  10. Grêmio - R$ 586.673,00
  11. Cuiabá - R$ 585.356,83
  12. Internacional - R$ 581.041,33
  13. Ceará - R$ 558.339,73
  14. Red Bull - R$ 557.726,93
  15. Fortaleza - R$ 510.400,59
  16. Juventude - R$ 496.142,04
  17. Athletico - R$ 488.061,77
  18. Atlético-GO - R$ 426.260,69
  19. Chapecoense - R$ 420.517,05
  20. Sport - R$ 99,26

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