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Danilo Lavieri

REPORTAGEM

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CBF aposta em vontade de Pedro e enfrenta Fla para evitar briga com clubes

André Jardine, técnico da Seleção Olímpica - Reprodução/Youtube
André Jardine, técnico da Seleção Olímpica Imagem: Reprodução/Youtube
Danilo Lavieri

Danilo Lavieri começou a carreira em 2008 e trabalha com futebol desde 2010. Já cobriu Copa, Olimpíada, escreveu a biografia do goleiro Marcos (Nunca Fui Santo) e ganhou prêmio de furo do ano da Aceesp em 2019.

Colunista do UOL

17/06/2021 12h38Atualizada em 17/06/2021 13h08

A seleção brasileira olímpica insistiu na convocação de Pedro mesmo sabendo que o Flamengo não pretende liberar por apostar que a vontade do atleta possa pesar na briga que se desenha para os próximos dias.

O atacante já conversou com a diretoria da equipe carioca e disse ter entendido a decisão do veto, mas não escondeu que tem como um dos grandes sonhos de sua carreira disputar os Jogos Olímpicos.

Não à toa, ele postou em suas redes sociais uma mensagem falando do orgulho de ser lembrado e agradeceu ao seu clube pela oportunidade de ter sido chamado.

Com a convocação, a diretoria da seleção espera que o Flamengo possa mudar de ideia e ceda o seu atacante reserva para viajar para Tóquio. Esse cenário parece pouco provável no momento.

Além disso, André Jardine também deixou claro na sua entrevista de convocação que não seria justo deixar de chamar os atletas de determinadas equipes e que sua lista buscou o equilíbrio entre não desfalcar o mesmo time em várias posições.

Assim, o técnico adota um critério de isonomia ao anunciar a lista. Foi essa a promessa para todos os outros times nas negociações da CBF nos últimos dias. Outros clubes brasileiros já decidiram por ceder os atletas como o Palmeiras, no caso de Gabriel Menino, e o Red Bull Bragantino, com Claudinho. O Alviverde, no entanto, negou a ida de Weverton, que está na Copa América.

Também foram convocados Santos, do Athletico, Arana, do Atlético-MG, Matheus Henrique e Brenno, do Grêmio, e Daniel Alves, do São Paulo. Todos esses clubes sinalizaram com a liberação, assim como o Fluminense, no caso de Nino.

A equipe do Morumbi tem pouca força para negociar com o seu lateral direito em relação à liberação. Devendo mais de R$ 10 milhões a ele, a diretoria fica fragilizada em qualquer discussão com o atleta que poderia até ir à Justiça para deixar a equipe caso se sentisse incomodado.

Para ajudar os times brasileiros a perderem menos jogos, a seleção vai liberar os atletas que atuam por aqui para uma apresentação tardia. Enquanto o grupo começa a concentração no dia 1º de julho em São Paulo, eles só se apresentam no dia 8 de julho, na viagem para Doha, no Qatar, no período que antecede a ida ao Japão.