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Danilo Lavieri

Palmeiras de Abel não para de buscar o gol e devolve prazer ao torcedor

Jogadores do Palmeiras comemoram gol sobre o Delfín em jogo da Libertadores - Sebastiao Moreira-Pool/Getty Images
Jogadores do Palmeiras comemoram gol sobre o Delfín em jogo da Libertadores Imagem: Sebastiao Moreira-Pool/Getty Images
Danilo Lavieri

Danilo Lavieri começou a carreira em 2008 e trabalha com futebol desde 2010. Já cobriu Copa, Olimpíada, escreveu a biografia do goleiro Marcos (Nunca Fui Santo) e ganhou prêmio de furo do ano da Aceesp em 2019.

Colunista do UOL

02/12/2020 21h07

O "novo" Palmeiras dá gosto de ver. Mesmo com a vitória por 3 a 1 no jogo de ida, o time de Abel Ferreira foi para cima do Delfín, do Equador. O resultado é um placar agregado de 8 a 1 e a classificação para as quartas de final da Libertadores para empolgar o seu torcedor. E podia ser mais.

Em 10 minutos, o time já tinha criado ao menos três chances que arrancariam o "uh" da torcida. Apesar da vantagem conquistada fora de casa, a equipe armada pelo português tinha três atacantes e volantes que participavam da construção do jogo pelos 90 minutos.

É o retrato de um novo modelo de jogar, onde o objetivo depois de fazer o primeiro é buscar o segundo e não segurar a vitória: sob o novo comando, são sete vitórias, um empate e uma derrota, com 20 gols marcados.

A boa notícia é que a fase é boa para todos do elenco. A cada partida, os destaques se revezam. Hoje, foi a vez de Verón fazer dois golaços e dar assistência e Willian voltar a balançar as redes, sem contar as boas atuações de Lucas Lima, Raphael Veiga e Zé Rafael.

É verdade que o Delfín era um dos piores times desta primeira fase do mata-mata da competição, mas quando uma equipe mais forte encara uma pior o que se espera é isso que vimos no confronto de hoje (2). Vitória tranquila do que é superior.

E não era isso o que o Palmeiras mostrava há pouco mais de um mês, antes da saída de Vanderlei Luxemburgo. O Alviverde tropeçou em vários times de pior qualidade ou sofreu para ganhar. E toda essa mudança em menos de um mês, porque Abel estreou no dia 5 de novembro, contra o Red Bull, pela Copa do Brasil.

Até mesmo o uso da base, um dos méritos do antigo treinador, ficou melhor. Patrick de Paula voltou a comandar o meio-campo, Danilo já atua até armando a equipe e chegando na área e Veron desempenha o futebol que lhe deu o prêmio de melhor sub-17 do mundo.

Isso porque Abel Ferreira tem desfalques importantes, como os de Luís Adriano e Felipe Melo, precisou substituir Gustavo Scarpa e Patrick de Paula, contundidos, e ainda poupou atletas como Zé Rafael e Raphael Veiga, que não atuaram por 90 minutos.