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Flu vira líder em prejuízo por gastos em jogos sem público; veja o ranking

Torcida do Fluminense levou faixas para a arquibancada do Maracanã - Arquivo pessoal
Torcida do Fluminense levou faixas para a arquibancada do Maracanã Imagem: Arquivo pessoal
Danilo Lavieri

Danilo Lavieri começou a carreira em 2008 e trabalha com futebol desde 2010. Já cobriu Copa, Olimpíada, escreveu a biografia do goleiro Marcos (Nunca Fui Santo) e ganhou prêmio de furo do ano da Aceesp em 2019.

Colunista do UOL

26/09/2020 04h00

O Fluminense é o time que mais gasta para realizar uma partida e lidera o ranking de prejuízos com os jogos sem público na Série A do Brasileirão. O levantamento feito pelo blog leva em conta os dados dos boletins financeiros enviados pelos clubes à CBF até a rodada do último fim de semana.

Os times cariocas dominam as três primeiras posições. O Flamengo é o vice-líder, com o Botafogo em seguida. A explicação é simples: por não ter um estádio próprio, eles têm alto custo de despesas operacionais e aluguel.

O gasto total coloca o Fluminense com folga na liderança porque o levantamento já considera seis jogos, enquanto o Flamengo teve apenas quatro por conta da partida contra o Goiás que foi adiada. Ainda assim, Tricolor das Laranjeiras é líder na média.

O Palmeiras é um exemplo da diferença que faz ter uma casa. Sem poder receber o Santos no Allianz Parque, o time paulista precisou desembolsar R$ 130 mil para jogar no Morumbi e também subiu algumas posições no ranking.

Neste caso, no entanto, há uma obrigação em contrato para que a WTorre faça o ressarcimento deste gasto, o que jogaria o Alviverde do 7º lugar de gastos para o 15º lugar, quase colado ao Internacional.

O Sport não divulga seus gastos reais. Mesmo indo contra os pedidos de transparência do Estatuto do Torcedor, o time de Recife tem a conivência da CBF para continuar com essa prática. A equipe da Ilha do Retiro coloca nos boletins apenas um gasto inferior a R$ 10 por jogo com a descrição "seguro".

A volta de ao menos parte do público é vista como esperança dos clubes para diminuir o prejuízo dos clubes neste Brasileirão. Como isso depende da liberação dos municípios e os clubes querem isonomia, no entanto, a liberação ainda deve demorar a acontecer.

Confira o ranking:

1º - Fluminense - R$ 1.121.553,85, média de R$ 186.925,64
2º - Flamengo - R$ 732.091,73, média de R$ 183.022,93
3º - Botafogo - R$ 525.149,02, média de R$ 105.029,80
4º - Ceará - R$ 428.399,78, média de R$ 71.399,96
5º - Vasco - R$ 406.973,54, média de R$ 81.394,71
6º - Atlético-MG - R$ 399.992,03, média de R$ 99.998,01
7 º Palmeiras - R$ 399.893,21, média de R$ 99.973,30
8º - Bahia - R$ 392.785,15, média de R$ 65.464,19
9º - São Paulo - R$ 369.266,39, média de R$ 61.544,40
10º - Fortaleza - R$ 364.312,17, média de R$ 72.862,43
11º - Santos - R$ 362.868,95, média de R$ 60.478,16
12º - Grêmio - R$ 299.242,72, média de R$ 59.848,54
13º - Coritiba - R$ 289.686,08, média de R$ 57.937,22
14º - Corinthians - R$ 287.846,93, média de R$ 57.569,39
15º - Inter - R$ 270.287,16, média de R$ 54.057,43
16º - Red Bull - R$ 259.524,30, média de R$ 51.904,86
17º - Athletico - R$ 247.743,29, média de R$ 41.290,55
18º - Atlético-GO - R$ 231.421,28, média de R$ 46.284,26
19º - Goiás - R$ 194.764,31, média de R$ 38.952,86
20º - Sport - R$ 40,00, média de R$ 8,00

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.