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Palmeiras mantém evolução, mas desperdiça chance em rodada quase perfeita

Hernane Brocador divide bola com Zé Rafael durante Palmeiras x Sport no Brasileirão 2020 - Marcello Zambrana/AGIF
Hernane Brocador divide bola com Zé Rafael durante Palmeiras x Sport no Brasileirão 2020 Imagem: Marcello Zambrana/AGIF
Danilo Lavieri

Danilo Lavieri começou a carreira em 2008 e trabalha com futebol desde 2010. Já cobriu Copa, Olimpíada, escreveu a biografia do goleiro Marcos (Nunca Fui Santo) e ganhou prêmio de furo do ano da Aceesp em 2019.

Colunista do UOL

13/09/2020 21h41

O Palmeiras não conseguiu passar do Sport e desperdiçou a chance de ouro de emplacar a terceira vitória seguida no Brasileirão. Seria o suficiente para ficar a apenas um ponto da liderança mesmo com um jogo a menos. A rodada era quase perfeita: Internacional, São Paulo e Flamengo, concorrentes diretos pelo topo da tabela, não ganharam. Só não era perfeita porque o Atlético-MG conseguiu vencer o Red Bull.

Em jogo com arbitragem confusa, o Alviverde fez uma apresentação razoável. Não tão eficiente quanto a diante do Corinthians, na rodada passada, mas longe de ser horrível como foram as contra o Athletico e o Bahia. Os pontos perdidos hoje, no entanto, serão daqueles lembrados pelo resto do Brasileirão, especialmente pelo gol perdido por Veron nos acréscimos.

Depois de muitos testes com diferentes formações, Vanderlei Luxemburgo optou por manter o mesmo sistema de jogo pela terceira vez consecutiva. Deu certo na maior parte do jogo. Com Lucas Lima com liberdade para cair do meio para a direita, o meio-campo mostrava fluidez com Zé Rafael carregando a bola sendo auxiliado por Gabriel Menino.

A grande diferença desta vez foi que Ramires não conseguia dar a mesma dinâmica ao time se comparado com o que mostra Patrick de Paula, que foi poupado. Wesley recebeu nova chance no ataque e não foi tão bem. Foi ele, inclusive, que fez o pênalti que acabaria convertido pelo Sport.

Nos primeiros 45 minutos, no entanto, o Palmeiras foi soberano e mereceu a vitória parcial por 2 a 1. Willian mostrou que está voltando à boa forma com uma leitura perfeita do lance para se antecipar ao goleiro e fazer o de empate. Depois, Zé Rafael foi premiado pelo seu segundo jogo bom consecutivo com um golaço de fora da área. A vitória parecia ainda mais encaminhada após a justa expulsão de Sander.

No segundo tempo, Luxemburgo fez as substituições que aparentemente melhorariam o time. Tirou Ramires, que estava fora de rotação, para a entrada de Danilo, e colocou Veron no lugar do apago Wesley.

A equipe não melhorou e cometeu alguns erros bobos de marcação, como tomar um contra-ataque mesmo com a vitória no placar em um jogador a mais. Para evitar o pior, Zé Rafael fez falta passível de expulsão, mas foi poupado pelo árbitro e recebeu apenas o amarelo.

Poupado por pouco tempo. Alguns lances depois, Zé Rafael disputou bola, abriu os braços para se proteger em lance absolutamente normal. Mas o juiz viu falta, deu amarelo e tirou o palmeirense de campo de forma injusta. O time ainda se reorganizava em campo com 10 atletas e já sofreu o empate em bela jogada de Rogério, falha de Luan e gol de Lucas Mugni.

O árbitro ainda usou critério diferente ao não marcar pênalti em Willian. Não acho que o lance era para falta, mas o juiz ignorou o braço aberto que acertou o atacante no rosto. Minutos antes, pelo mesmo braço aberto, ele mostrou o vermelho para Zé Rafael. Depois disso, o Sport adotou a postura de "colocar um ônibus" na frente de sua área, e o Palmeiras mostrou falta de criatividade para romper a barreira.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.