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Beto Albuquerque mantém candidatura e fala em palanque a Ciro e Lula no RS

Colaboração para o UOL

15/06/2022 10h27Atualizada em 15/06/2022 14h20

Pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul pelo PSB, Beto Albuquerque defendeu, durante sabatina UOL/Folha realizada hoje, a manutenção da sua pré-candidatura representando a frente de centro-esquerda no estado e levantou a possibilidade de apoiar tanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto Ciro Gomes (PDT) na disputa presidencial.

"Se estou coligado nacionalmente com Lula e sou cabeça de chapa, voto no Lula, não tenho dúvida nenhuma. Tenho conversado muito com PDT, partido que tem tradição trabalhista, tive a honra de participar de debates com [Leonel] Brizola. Se for o caso, sim [vai dar palanque para Ciro e Lula]."

Albuquerque levantou a possibilidade de representar Lula no estado, já que o PSB faz parte da chapa presidencial do petista, e ao mesmo tempo apoiar Ciro, se conseguir montar uma aliança com o PDT. O PT indicou por enquanto Edegar Pretto como seu pré-candidato no Rio Grande do Sul e não abriu mão ainda de ser o cabeça de chapa.

"Se a frente [com o PT] negar esse apoio a mim, tenho todo direito de procurar formar outra frente política, no caso com o PDT, quem sabe incluir PSD e disputar a eleição. Se o meu partido vier a cometer o desatino de me proibir de coligar com o PDT, tomo outro rumo", disse.

"A Manuela [D'Ávila, do PCdoB] poderia ser a nossa senadora, fazer parte da nossa chapa. Edegar Pretto poderia ser meu vice", disse, citando um projeto mais longo, com a eleição seguinte tendo Pretto como nome principal. "O PT, muitas vezes, se acha o 'dono da cocada', quer ser a cabeça de chapa em todos os estados."

"Eu, diferente do Eduardo Leite, tenho palavra, não vou ser candidato à reeleição, caso seja eleito governador", criticou, dizendo que Leite "embolou o meio de campo contra ele mesmo" ao descumprir sua promessa de não concorrer à reeleição. "Palavra para o gaúcho é algo que tem valor muito grande."

"Eu não resisto ao Lula, o PSB que me indicou como candidato a governador e não há acordo aqui entre federação PT-PSB-Rede. Achamos que temos melhor perfil para ajudar essa chapa Lula-Alckmin no Rio Grande do Sul. Não adianta só ser do PT ou PSB para ser candidato, é preciso ver a trajetória política", afirmou.

O pré-candidato afirmou que a Operação Lava Jato ajudou a criar a figura de Bolsonaro. "Não é que ele fosse o melhor candidato a presidente, mas ele foi o maior antipetista e trouxe tudo isso que estamos vendo no Brasil."

Ele criticou as atitudes do ex-juiz Sergio Moro, que agora se coloca como pré-candidato no Paraná. "Se Moro fosse bom, ele ainda estava no Judiciário. Quando você deixa a carreira para ser político, porque julgou mal, é porque você não deixa nem saudade na carreira."

Beto Albuquerque ainda defendeu não fazer agora o acordo de recuperação fiscal e esperar pelo resultado da ação que corre no STF (Supremo Tribunal Federal).

"Dando prosseguimento à ação da OAB, você praticamente zera a dívida do Rio Grande do Sul, que vai pagando ao redor de R$ 3 bilhões ao ano. Se você tiver interpretação mediana do Supremo, vai ter ao redor de R$ 20 bilhões de dívida. O que defendo é não fazer acordo nesse momento, porque também é político. Esperar as eleições terminarem, ainda mais no Rio Grande do Sul, que estava protegido por uma liminar que facilitou sua vida, que não recolheu a dívida", acrescentou.

O que diz a pesquisa mais recente

Pesquisa Real Time Big Data, contratada pela TV Record e divulgada em maio, mostra o ex-ministro Onyx Lorenzoni (PL) liderando a corrida eleitoral. Com 23% das intenções de voto, ele fica à frente de todos os demais candidatos, que não conseguem alcançá-lo nem dentro da margem de erro, que é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Atrás de Onyx, aparecem oito adversários empatados tecnicamente. São eles: Edegar Pretto (PT) e Ranolfo Vieira Jr. (PSDB), ambos com 7%; Beto Albuquerque (PSB), Pedro Ruas (PSOL) e Luis Carlos Heinze (PP), os três com 6%; além de Vieira da Cunha (PDT), com 3%, Gabriel Souza (MDB), com 2%, e Roberto Argenta (PSC), com 1%.

Na segunda, Eduardo Leite anunciou que vai concorrer à reeleição no lugar de Ranolfo Vieira Jr., seu correligionário e atual governador após ele renunciar.

Calendário das sabatinas no Rio Grande do Sul

  • 15/06 - 16h - Gabriel Souza (MDB)
  • 20/06 - 10h - Onyx Lorenzoni (PL)
  • 20/06 - 16h - Eduardo Leite (PSDB)