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Jerônimo Rodrigues defende 16 anos do PT na BA e culpa governos anteriores

Colaboração para o UOL

27/05/2022 10h21Atualizada em 27/05/2022 11h14

O pré-candidato do PT ao governo da Bahia, Jerônimo Rodrigues, responsabilizou governos anteriores por índices negativos na educação, saúde e segurança pública. Seu partido comanda o estado há 16 anos.

"Esses indicadores que você colocou são estruturantes em um estado, em um país. A gente não consegue reverter indicadores de educação, por exemplo, a curto prazo. Da mesma forma, indicadores de saúde, segurança pública. Quero ressaltar que essa situação que nós vivenciamos hoje, ela é parte da herança muito perversa com a Bahia que vivíamos há 20, 30 anos. Não tínhamos um governo que cuida de gente", disse.

"Reconhecemos que precisamos melhorar em diversas frentes, mas é preciso que a população baiana compreenda que esses indicadores são indicadores históricos", ressaltou o ex-secretário da Educação do governo Rui Costa (PT).

Sobre os piores índices em educação, ele disse que os "estudantes moram em lugares que não têm internet". "A Bahia é constituída de pouco mais de 90% dos municípios com população abaixo de 30 mil habitantes em municípios rurais. Os 850 mil estudantes não têm internet em casa, às vezes não têm nem mesa para estudar."

Rodrigues ainda responsabilizou o governo Bolsonaro (PL) pela falta de investimento na Bahia. "Tenho plena convicção de que esse governo [Bolsonaro] não vai continuar. O Brasil não pode continuar sendo governado por governo que não gosta de gente, que vive estimulando a violência, que não consegue fazer relação instituição com nenhum estado. Desafio algum baiano a me apresentar qual foi o investimento que o governo federal fez nos últimos três anos e seis meses na Bahia de relevância."

A Bahia tem a mais alta taxa de mortalidade do país, com 44,9 mortes intencionais por 100 mil habitantes, segundo o anuário de 2021 do Fórum de Segurança Pública.

Houve mais de 50 mil mortes violentas reportadas, das quais 6.700 foram na Bahia, estado em que houve inclusive um aumento em relação a 2020 de 11,2%.

Para reverter esses índices, ele apenas prometeu "continuar investindo como o Rui está investindo" e culpou o governo federal por permitir a entrada de armas e drogas pelas fronteiras.

"A insegurança que reina nesse país precisa ser enfrentada com sistema nacional de segurança pública em regime de colaboração."

"Posso falar com firmeza do que o estado fez. Contratação de profissionais de segurança, investimento, o maior investimento. Existem ações que estado não consegue fazer sozinho. Me comprometo, no próximo governo, dar continuidade no que está sendo feito com rigor e força maior com governo federal", afirmou.

Sua estratégia para a campanha é se apoiar em Lula, vinculando seu nome com o do ex-presidente para conseguir uma transferência de votos. Por mais de uma vez ele se autodenominou de "o candidato de Lula" e criticou outros que "tentam pegar carona onde não cabe mais gente".

Aproveitou ainda a oportunidade para criticar o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), que lidera as pesquisas de intenção de voto e pode ser eleito em primeiro turno, segundo os mais recentes levantamentos.

"Aos poucos a política vai cuidando de tirar a máscara do ex-prefeito [ACM Neto]. Na eleição passada, ele saiu do páreo, não veio para o ringue, não quis enfrentar o governador Rui Costa", afirmou.

"Ao final da campanha, o candidato dele e ele assumiram o apoio ao atual presidente. A partir dali, revelou tinha lado, mas sempre uma posição dúbia. O mais importante para a população baiana e brasileira é saber que ele é antipetista. Ele usa o mesmo modelo do avô dele, de usar violência na política."

Promessas

Ele se posicionou a favor da concessão de parques a iniciativas privadas, da terceirização nos serviços de saúde e de educação e da privatização da Embasa, companhia de saneamento do estado. Sobre a Bahiagás, disse que "o momento não é propício".

Disse ainda que vai construir o Porto Sul, em Ilhéus, e o monotrilho no subúrbio de Salvador. Também concordou com a parceria da Polícia Militar nas escolas e a expansão do programa de reconhecimento facial como política de segurança pública.

Pesquisa Genial/Quaest

Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada no dia 18, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) está na liderança de intenção de votos para o governo da Bahia. Com 67%, ele venceria no primeiro turno caso as eleições fossem hoje.

Os demais candidatos somam 12% das intenções de voto. O ex-secretário de Educação da Bahia Jerônimo Rodrigues (PT) tem 6%; o ex-ministro da Cidadania João Roma (PL), 5%; e o professor Kleber Rosa (PSOL), 1%. Como a margem de erro é de 2,9 pontos percentuais para mais ou para menos, esses três pré-candidatos empatam tecnicamente. O professor Giovani Damico (PCB) não pontuou.

Brancos, nulos e aqueles que disseram que não pretendem votar somam 12%. Indecisos são 8%.