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Política tem disso, diz pré-candidato do PT na BA sobre apoio de Geddel

Colaboração para o UOL

27/05/2022 10h39Atualizada em 27/05/2022 11h19

Pré-candidato do PT ao governo da Bahia, Jerônimo Rodrigues minimizou os questionamentos sobre os petistas se alinharem ao MDB no estado, ligado ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, condenado por lavagem de dinheiro e organização criminosa no caso do bunker com R$ 51 milhões encontrado em um apartamento em Salvador. O ex-ministro foi condenado a 13 anos e quatro meses de prisão. O político esteve inclusive no lançamento da pré-candidatura.

"Sobre a situação pessoal dos dois dirigentes do MDB [Geddel e Lúcio Vieira Lima], se tiver alguma coisa restante na Justiça é do foro pessoal, os advogados e a Justiça vão tratar disso", se esquivou.

O ex-secretário de Educação disse que o projeto de governo dos emedebistas está alinhado ao do PT.

"Tive mesmo na sede do MDB, quando apresentaram o nome que o MDB nos ofereceu, Geraldo Júnior, e ali recebi duas ofertas do MDB. Uma foi Geraldo Júnior como vice, mas também recebi proposta de programa de governo, que ali está nossa base de alinhamento com o MDB. A gente já teve parceria em 2006 com MDB, política tem disso, idas e vindas com coligações", afirmou, sem responder sobre o apoio da legenda ao impeachment de Dilma Rousseff (PT).

Pesquisa Genial/Quaest

Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada no dia 18, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) está na liderança de intenção de votos para o governo da Bahia. Com 67%, ele venceria no primeiro turno caso as eleições fossem hoje.

Os demais candidatos somam 12% das intenções de voto. O ex-secretário de Educação da Bahia Jerônimo Rodrigues (PT) tem 6%; o ex-ministro da Cidadania João Roma (PL), 5%; e o professor Kleber Rosa (PSOL), 1%. Como a margem de erro é de 2,9 pontos percentuais para mais ou para menos, esses três pré-candidatos empatam tecnicamente. O professor Giovani Damico (PCB) não pontuou.

Brancos, nulos e aqueles que disseram que não pretendem votar somam 12%. Indecisos são 8%.