PUBLICIDADE
Topo

Haddad sugere aliança entre PT e PSDB: 'Quem tiver juízo vai com Lula'

Fernando Haddad (PT) - Marle Bergamo/Folhapress
Fernando Haddad (PT) Imagem: Marle Bergamo/Folhapress

Do UOL, em São Paulo

24/05/2022 23h28Atualizada em 24/05/2022 23h42

O pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, sugeriu hoje uma aliança entre o PSDB e o PT em apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Palácio do Planalto. A sugestão ocorre em meio à crise no partido, rival de longa data do PT, após o anúncio da desistência do tucano João Doria na disputa presidencial.

Em declaração ao Amarelas On Air, da revista Veja, Haddad comentou que enxerga a parceria entre os dois partidos como viável e destacou que esse seria um dos modos de derrotar o atual mandatário, Jair Bolsonaro (PL), que deve concorrer à reeleição.

O PSDB não existe mais. Infelizmente, nem o Doria, nem o Rodrigo Garcia são o PSDB. Uma coisa é você estar filiado ao PSDB, outra coisa é você ser da fundação, da história. [O senhor acha que os tucanos históricos deveriam caminhar com o Lula agora?] Eles estão caminhando. Aloysio Nunes, Alckmin, estão caminhando com o Lula, e quem tiver o mínimo de juízo vai caminhar com o Lula porque a outra alternativa é o desastre, a catástrofe. Fernando Haddad em entrevista à Veja

Para o petista, a reeleição de Bolsonaro seria a "recidiva de um tumor", em alusão ao período da ditadura militar e que significaria o retorno do "extremismo que sempre fez parte da nossa história".

"O governo Bolsonaro, para mim, é uma espécie de recidiva de um tumor. Uma coisa que a gente imaginava superada, a coisa da intolerância, do racismo, patriarcalismo, patrimonialismo. A gente imaginava que estava superando isso com mais democracia, diálogo, alternância do poder. Não, ele veio de volta", disparou.

Segundo o petista, o bolsonarismo "não quer papo" para dialogar visando melhorar o país, mas sim deseja a "destruição do adversário". O ex-prefeito de São Paulo também criticou a aliança do presidente com o "centrão".

"Eu acho que nós estamos em um momento agora que o bolsonarismo está com o centrão. O centrão é o governo hoje. Eu acho que nós podemos ter uma alternância real de poder no Brasil, sim, dos que não são centrão. Governar esse país, isolar o extremismo e construir o Brasil que queremos."

Pesquisa Real Time Big Data contratada pela Record TV e divulgada ontem apontou o ex-prefeito Fernando Haddad à frente na corrida eleitoral para o governo do estado de São Paulo, com 29% das intenções de voto na pesquisa estimulada — quando o entrevistado recebe uma lista com os nomes dos pré-candidatos.

Em segundo lugar, aparecem empatados numericamente o ex-governador Márcio França (PSB) e o ex-ministro do governo Bolsonaro, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), com 15% cada, no cenário testado com mais pré-candidatos.