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'Governante não tem que usar padre ou pastor', diz Lula, sobre religião

Ex-presidente Lula criticou Bolsonaro indiretamente com comentário sobre mistura de política com religião - Ricardo Stuckert
Ex-presidente Lula criticou Bolsonaro indiretamente com comentário sobre mistura de política com religião Imagem: Ricardo Stuckert

Do UOL, em São Paulo

24/05/2022 13h07

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse hoje, em entrevista à Rádio Mais Brasil News, que governantes não devem misturar política com religião e ou "ficar utilizando padre ou pastor" para governar.

"Eu não posso dividir o país entre religiões. Não vou misturar religião com a política. Cada um segue a fé que quer. Cada um segue a religião que desejar. O governante não tem que se meter nisso, não tem que ficar utilizando padre ou pastor", afirmou o petista.

"O governante precisa deixar as pessoas cuidarem da sua fé e da sua espiritualidade com respeito e com independência. E não ficar utilizando o nome de Deus em vão", completou.

Mesmo sem citar o presidente Jair Bolsonaro (PL), o comentário é uma crítica ao atual chefe do Executivo que tem buscado sustentar sua popularidade se aproximando do eleitorado evangélico. No último sábado (21), Bolsonaro participou de um evento em Curitiba com evangélicos e disse que "só Deus" o tira da cadeira de presidente da República.

A fala foi feita de cima de um trio elétrico durante a Marcha para Jesus, uma mobilização organizada por líderes religiosos que reúne milhares de pessoas. Durante o discurso, o presidente também voltou a provocar indiretamente ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), ao insinuar que a Constituição estaria sendo descumprida pelos integrantes da Suprema Corte.

De acordo com a última pesquisa Datafolha, divulgada em março, Bolsonaro teria 46% dos votos do eleitorado evangélico em eventual disputa de 2º turno com Lula. O petista ficaria com 43%.

O resultado aponta para um empate técnico dentro da margem de erro de dois percentuais. No entanto, a rodada rodada anterior, realizada em dezembro, mostrava o ex-presidente com 46% nesse nicho. O atual mandatário tinha 44%.