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França compara Lula a Neymar: 'Por que tem a obrigação de carregar todos?'

Márcio França (PSB) participa de encontro de Lula e Alckmin em São Paulo - ALOISIO MAURICIO/ESTADÃO CONTEÚDO
Márcio França (PSB) participa de encontro de Lula e Alckmin em São Paulo Imagem: ALOISIO MAURICIO/ESTADÃO CONTEÚDO

Do UOL, em São Paulo

24/05/2022 08h45Atualizada em 24/05/2022 13h43

O pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PSB, Márcio França, em entrevista ao jornal O Globo nesta terça-feira (24), comparou o ex-presidente Lula (PT) ao jogador Neymar Jr. ao questionar o porquê do petista ter a "obrigação de carregar todo mundo" nas eleições - fazendo referência ao movimento do ex-prefeito da capital paulista, Fernando Haddad (PT), em direção ao Palácio dos Bandeirantes.

"Um perfil (de candidato a governador) que depende 100% do Lula, o que traz a mais para ele? Por que o Lula tem essa obrigação de carregar todo mundo? Lula é um Neymar, mas nem o Neymar é mais o Neymar. Porque também chegam idade, tempo e vida", declarou o ex-governador.

Ao jornal, Márcio França disse ainda ter "esperanças" que o PT busque uma candidatura ao Senado e se unifique em seu nome para a pré-candidatura ao governo do estado. "O ativo da vinda do [Geraldo] Alckmin era estarmos todos juntos. Ainda tem tempo até as convenções. As peças não estão todas jogadas no tabuleiro", disse.

Nas últimas pesquisas eleitorais, Márcio França aparece disputando o segundo lugar nas intenções de voto com o ex-ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas (PL), enquanto Haddad atualmente lidera.

Para França, a estratégia adotada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) de buscar aliados "com perfil mais suave" nas regiões Norte e Nordeste deveria ser adotada pela campanha presidencial de Lula no Sul, Sudeste e Centro Oeste.

Apesar de não cravar que Haddad dependa completamente de Lula para ser eleito, chamando-o de "candidato tecnicamente completo", o ex-governador também ressaltou que o nome de Alckmin na chapa buscava "avançar para cima desse eleitor aqui em São Paulo tradicional do PSDB".

"Qualquer sacrifício vale para manter a democracia no país. É o que de alguma forma inspirou o Alckmin. Para o eleitor do Alckmin, foi muito difícil esse movimento. Ele sente nas ruas. O eleitor passou a vida disputando com um grupo político, depois você fala que é para votar naquele grupo", declarou.