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É dele o marqueteiro que botou máfia no poder, rebate Castro sobre Freixo

Colaboração para o UOL

20/05/2022 17h13Atualizada em 20/05/2022 18h08

Pré-candidato à reeleição no Rio de Janeiro, o governador Cláudio Castro (PL) rebateu, durante sabatina UOL/Folha realizada hoje, declaração do deputado federal Marcelo Freixo (PSB), também pré-candidato, de que ele "serve à máfia" e fez duras críticas a seu principal opositor, que disputa com ele o primeiro lugar nas pesquisas eleitorais.

"Acusado [na Operação Lava Jato] todo mundo é. Pior é o marqueteiro do meu adversário, que é delator. É ele a mente que botou a máfia no poder, a máfia de que meu antecessor falou mais cedo escolheu ele como sucessor", afirmou após uma pergunta sobre Paulo Vasconcelos, citado três vezes na Lava Jato sob acusação de receber por caixa dois quando trabalhou para o PSDB.

Já o publicitário de Marcelo Freixo é Renato Pereira, delator de fraudes em licitações durante o governo de Sérgio Cabral, atualmente cumprindo pena na prisão.

"Ele é o candidato da máfia, que quebrou o estado do Rio de Janeiro e escolheu um candidato a voltar ao poder, que é o senhor Marcelo Freixo, defensor de bandido."

Castro disse que a facção criminosa Comando Vermelho também apoia a pré-candidatura de Freixo. "Eleito pela máfia e pelo tráfico de drogas. Recebi uma ameaça nesta semana do Comando Vermelho e também tem vários ditos pela internet dizendo que nenhum candidato ligado a mim poderá fazer campanha em locais do Comando Vermelho. Então, acho que o tráfico já escolheu seu candidato", afirmou.

Chamou ainda Freixo de "gênio da lâmpada" por sua proposta para reduzir o preço da tarifa do transporte público. "Eu não sou o salvador da pátria. Freixo disse que ia diminuir o valor da passagem e ajustar o trem. Só se ele for o gênio da lâmpada. Não consigo imaginar como ele vai diminuir a passagem e ajeitar o trem. Uma situação com essa é uma situação clara de quem não conhece a máquina, porque nunca trabalhou."

Propina na mochila

Além disso, rebateu outra delação premiada que o acusa de andar com uma mochila cheia de propina. "Eu ando de mochila há quatro anos, isso não é crime algum. Tenho um amigo pessoal que tinha chegado dos EUA. Ele é fornecedor de uma instituição com autonomia política-financeira, que não tem nenhum ato meu."

Também considerou a delação ilegal, porque foi lida. "O pacote anticrime é claro sobre delação não poder ser lida", disse. O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro julga na próxima segunda-feira (23) a validade dessa delação premiada.

Pesquisa Datafolha

Segundo pesquisa Datafolha divulgada em abril, há um empate técnico na liderança entre o deputado federal Marcelo Freixo e o atual governador, Cláudio Castro (PL).

O terceiro lugar traz oito candidatos tecnicamente empatados: Anthony Garotinho (União Brasil), com 7%; Rodrigo Neves (PDT), com 5%; Eduardo Serra (PCB), com 4%; General Santos Cruz (Podemos), também com 4%; Cyro Garcia (PSTU), com 3%; André Ceciliano (PT), com 2%; Felipe Santa Cruz (PSD), com 2%; e Paulo Ganime (Novo), que tem 1% das intenções de voto.

A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Os entrevistadores foram os colunistas Kennedy Alencar e Chico Alves, do UOL, e Italo Nogueira, repórter da Folha.

Nas próximas semanas, também serão feitas sabatinas com candidatos ao governo do Paraná, Pernambuco, Ceará, Bahia e Rio Grande do Sul.