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Quaest em SP: 38% preferem candidato sem relação com Lula ou Bolsonaro

Parcela dos paulistas não quer governador ligado a Lula ou Bolsonaro -  Marlene Bergamo - 26.abr.2019/Folhapress e Adriano Machado - 10.mai.2021 /Reuters
Parcela dos paulistas não quer governador ligado a Lula ou Bolsonaro Imagem: Marlene Bergamo - 26.abr.2019/Folhapress e Adriano Machado - 10.mai.2021 /Reuters

Do UOL, em São Paulo

12/05/2022 15h50Atualizada em 12/05/2022 16h06

Pesquisa realizada pelo Instituto Quaest, contratada pelo Banco Genial e divulgada hoje, aponta que 38% dos eleitores paulistas preferem que o vencedor da disputa pelo governo do estado seja alguém sem ligação com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou com o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo o levantamento, 33% disseram que preferem um nome mais ligado ao petista, enquanto outros 25% afirmaram que preferem alguém ligado ao atual presidente da República.

A pergunta que deu origem às respostas foi: "Quem você prefere que vença as eleições?". Veja o resultado a seguir:

  • Nem ligado a Bolsonaro nem ligado a Lula: 38%
  • Mais ligado a Lula: 33%
  • Mais ligado a Bolsonaro: 25%
  • Não sabe/não respondeu: 3%

Considerando a margem de erro da pesquisa, que é de 2,4 pontos percentuais para mais ou para menos, o candidato mais ligado a Lula fica com limite superior de 35,4%. O percentual se aproxima do limite inferior da opção "nem ligado a Bolsonaro e nem ligado a Lula", que é de 35,6%.

O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) e o ex-governador Márcio França (PSB) disputam para ser o nome de Lula na disputa para o governo de São Paulo, já que o ex-presidente formou chapa com Geraldo Alckmin em nível federal para concorrer ao Palácio do Planalto, após o ex-tucano se filiar ao PSB.

Tarcísio de Freitas (Republicanos) deixou o Ministério da Infraestrutura em março após ser escolhido por Bolsonaro para concorrer ao governo de São Paulo. Seu nome, no entanto, não decolou nas pesquisas e adversários exploram o fato de que o ex-ministro não é natural do estado e conhece pouco os problemas a serem resolvidos. Durante sabatina UOL/Folha, Tarcísio disse que se considera "muito paulista".

A pesquisa Quaest/Genial ouviu 1.640 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 9 de maio por meio de entrevistas face a face. A margem de erro do levantamento é de 2,4 pontos percentuais para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. Os registros junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) são SP-00620/2022 e BR-09290/2022.

Haddad lidera em rejeição eleitoral

A pesquisa Genial/Quaest também mediu a rejeição dos atuais pré-candidatos ao Palácio dos Bandeirantes. O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) lidera nesse quesito, com 50%. Márcio França (PSB) aparece com 31%. Veja o resultado a seguir:

  • Fernando Haddad (PT): 50%
  • Márcio França (PSB): 31%
  • Rodrigo Garcia (PSDB): 17%
  • Tarcísio de Freitas (Republicanos): 14%
  • Abraham Weintraub (PMB): 14%
  • Vinícius Poit (Novo): 8%
  • Felício Ramuth (PSD): 7%

O ex-prefeito paulistano também é o pré-candidato mais conhecido do público, porém 50% dos entrevistados disseram que não votariam nele. Outros 14% disseram que conhecem Haddad e votariam nele, enquanto 21% afirmaram conhecer o petista e que poderiam votar nele. O ex-governador Márcio França (PSB) ficou em segundo lugar entre os com maior rejeição, registrando 31%.

O governador Rodrigo Garcia (PSDB) e o ex-ministro Tarcísio, nomes apoiados respectivamente pelo ex-governador João Doria (PSDB) e Bolsonaro, estão entre os mais desconhecidos: 73% disseram que não conhecem o tucano, e 72% falaram o mesmo a respeito do ex-chefe da pasta da Infraestrutura.

O Quaest é um instituto de pesquisas com sede em Belo Horizonte. Até 2020, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a empresa realizava pesquisas eleitorais só em Minas Gerais. Hoje, faz levantamentos sobre intenções de voto para presidente. O instituto tem uma parceria com a Genial Investimentos, a qual financia levantamentos sobre a corrida presidencial de 2022. As pesquisas são realizadas com entrevistas presenciais.