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Brasil é país com mais projetos inscritos em prêmio de sustentabilidade

Projeto apresentado pela Indonésia em edição passada do Prêmio Zayed de Sustentabilidade - Divulgação
Projeto apresentado pela Indonésia em edição passada do Prêmio Zayed de Sustentabilidade Imagem: Divulgação

Lígia Nogueira

Colaboração para Ecoa, em São Paulo

02/06/2021 09h00

O Brasil é o país com o maior número de inscrições no Prêmio Zayed de Sustentabilidade, iniciativa dos Emirados Árabes Unidos que vai conceder US$ 3 milhões (aproximadamente R$ 16 milhões) a projetos do mundo inteiro que apresentem soluções nas categorias de Saúde, Comida, Energia e Água.

Ao longo dos últimos seis meses, a premiação recebeu um total de 4 mil inscrições, registrando um aumento de 68,5% nas aplicações em comparação com o ciclo anterior. Entre os 151 países inscritos, o Brasil lidera a lista de projetos sustentáveis, seguido por Índia, Quênia, Estados Unidos e China.

De acordo com os organizadores, isso representa uma quantidade robusta de iniciativas de economia sustentável baseadas em conhecimento e inovação, todas elas almejando o reconhecimento de suas soluções propostas para transformar o mundo, modeladas em meio a um cenário global dinâmico.

As iniciativas inscritas para a próxima edição, que será realizada em janeiro de 2022, refletem as expectativas para a COP 26 e seguem na esteira da recuperação pós-pandemia, sendo as categorias com maior número de registros Comida (1.201) e Saúde (879), seguidas por Energia (759) e Água (627).

"Com 534 inscrições, o resultado talvez mais inspirador foi o de escolas secundárias globais, que completaram as inscrições mesmo enfrentando suspensões das atividades, evidenciando o compromisso da juventude em todas as partes do mundo com um futuro sustentável", dizem os organizadores.

Bom desempenho

Os brasileiros, assim como os latino-americanos, já vinham tendo um bom desempenho ao longo da trajetória do Prêmio, criado em 2008, graças à riqueza da biodiversidade e à diversidade cultural, aliadas à sabedoria ancestral, segundo Gunter Pauli, economista belga autor do livro "Economia Azul" e um dos membros do conselho avaliador.

"Esse conjunto de fatores oferece uma chance única de implementar um conceito básico de sustentabilidade: use o que você tem para responder às necessidades de todos, gerar valor e ir direto ao básico rapidamente", disse ele, em entrevista à coluna Boas Notícias.