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Débora Garofalo

Por que ensinar programação na escola é importante

Débora Garofalo

Com foco em educação criativa, traz dicas e insights sobre como driblar obstáculos de falta de estrutura, tempo e material para encantar alunos e alunas na sala de aula

16/09/2020 04h00

Para muitos educadores o nome programação causa um enorme desconforto! Isso porque o ensino de programação remete a ensinar códigos e a mexer em programas que a linguagem está muito distante do dia a dia e do fazer pedagógico.

Posso garantir que trabalhar com programação não é tão difícil assim e antes de iniciar um ensino com programas no computador, é possível trabalhar de maneira desplugada, ou seja, de maneira concreta, vivenciando passos e principalmente fazendo que com os estudantes compreendam que eles que determinam o caminho, visando que os estudantes não sejam apenas consumidores de tecnologia, mas também produtores dela.

A importância de se programar na escola

Em muitos países o ensino de programação é ensinado como uma segunda língua, justamente pela importância em um mundo que cada vez mais utiliza dados. Outro aspecto está relacionado ao desenvolvimento das habilidades essenciais como criatividade, autonomia, raciocínio lógico e a capacidade de resolver problemas.

Desta maneira, a programação pode estar no dia a dia das escolas de diferentes maneiras, no aspecto que tange ensinar a programar e ensinar com a programação, já que a partir deste existem outras possibilidades como trabalhar com as narrativas digitais, criar jogos.

O ensino de programação pode (e deve) ser contemplado nos currículos e nas diferentes áreas de conhecimento, por todo o potencial, por exemplo é possível trabalhar com a programação em uma aula de português ao explorar as storytelling, criar gamificação. O que precisa estar claro e a maneira e o objetivo que pretende se alcançar. E mesmo no cenário de pandemia com o ensino emergencial, é possível trabalhar com conceitos que buscam, por exemplo, depurar informações como organizar uma rotina de estudos de maneira desplugada.

Com os anos iniciais é possível desenvolver um aprendizado com a programação que envolva a alfabetização, letramento e também a matemática, que traga vivências e experimentação nessa fase de descobertas e que trabalhe a partir de problemas.

Mudança de concepção

É preciso que a programação não seja vista como um fim em si mesma, mas como uma nova possibilidade e maneira de engajar os estudantes na busca pelo conhecimento, permitindo autoria e protagonismo e o trabalho com resoluções de problemas. E para isso, o professor não precisa ser um especialista, mas é necessário que se interesse pelo tema e tenha vontade de aprender.

O primeiro passo é explorar ferramentas desenvolvidas para a educação como o Scratch, em que o ensino ocorre de maneira intuitivo. O programa permite programar a partir de blocos de comandos em que os estudantes vão encaixando os blocos e criando histórias, animações e tudo mais que a criatividade e a inventividade permitir.

Com o momento da pandemia, sabemos que muitos dos nossos estudantes não possuem acesso a conectividade e ou computadores, mas outra maneira de trabalhar com a programação e de maneira desplugada e ou offline, realizando dinâmicas com os estudantes para que sigam comandos e muitos sites disponibilizam materiais gratuitos para o desenvolvimento do raciocínio lógico e do pensamento computacional como o Programaê que procura democratizar o acesso e o processo de aprendizado.

Convido você professor (a) a levar o ensino o pensamento computacional para a sala de aula.

Um abraço e até a próxima semana.


** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.