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Seguro que cobra só quando carro roda é boa alternativa durante pandemia

Novos tipos de seguro reduzem prejuízo ao pagar seguro enquanto carro está parado - Getty Images/iStockphoto
Novos tipos de seguro reduzem prejuízo ao pagar seguro enquanto carro está parado
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Vitor Matsubara

Do UOL, em São Paulo (SP)

15/06/2020 04h00

Resumo da notícia

  • Nova modalidade de seguro foi autorizada pela Susep em 2019
  • Proteção pode valer apenas por período determinado, como antes de uma viagem
  • Seguro também pode cobrir acidentes; agendamento de reparos é feito via aplicativo

Deixar o carro em casa é essencial para diminuir os casos de coronavírus pelo país. Porém, alguns custos do veículo não foram cortados ou reduzidos durante a pandemia, como o valor do seguro.

É aí que uma nova modalidade está ganhando popularidade entre os motoristas: o seguro "pay per use" - ou "pague pelo uso", em tradução livre.

A pesquisa World Insurance Report 2020, feita pela consultoria internacional Capgemini em 22 países (incluindo o Brasil), indicou um aumento de produtos "usage based" (quando o motorista paga o seguro automóvel por quilômetro rodado) passou de 31%, em 2019, para 51% entre janeiro e fevereiro deste ano, já em meio à pandemia.

Bom para o bolso

Seguro de carro - Divulgação - Divulgação
Proteção pode ser contratada antes de viagem
Imagem: Divulgação

Assim como vários serviços que fazem parte da nossa vida, o seguro "pay per use" só cobra quando você utiliza seu carro. Este tipo de seguro está vigente no Brasil desde agosto de 2019, quando a Susep (Superintendência de Seguros Privados) permitiu a customização de planos de seguros com vigência reduzida de contrato e período intermitente.

Com isso, o segurado pode contratar a proteção apenas por um período determinado. É o que acontece com o Instant, produto oferecido pela seguradora Argo. Segundo a empresa, o público-alvo são os donos de carros com menor valor.

"Nosso foco são os veículos com valor de mercado até R$ 30 mil e que ainda não tem seguro por conta do preço. Seu custo é muito mais baixo se comparado a um seguro auto tradicional", afirma Newton Queiroz, CEO e presidente da Argo Seguros.

Tudo pelo aplicativo

App do seguro Thinkseg - Divulgação - Divulgação
Aplicativo pode ser utilizado para agendar pequenos reparos
Imagem: Divulgação

Pioneira neste tipo de seguro, a startup de tecnologia Thinkseg registrou aumento de 250% nas vendas do seguro pay per use em maio, frente à média mensal do último trimestre de 2019, quando o coronavírus ainda não havia chegado ao Brasil.

"Percebemos que a maior demanda está vindo de pessoas no momento da renovação do seguro auto tradicional. O preço é o grande atrativo do produto diante da proteção ampla oferecida ao motorista. O seguro Pay Per Use (PPU) cobre acidentes, furto e roubo, de acordo com os valores previstos na tabela Fipe", explica o CEO do Grupo Thinkseg, Andre Gregori.

A empresa aproveitou a pandemia para reduzir o valor mensal da assinatura. A taxa fixa é de R$ 25 para veículos populares e são cobrados centavos por quilômetro rodado.

O seguro PPU é completo e aceita veículos com valor mínimo de R$ 20 mil e máximo de R$ 300 mil, presentes na tabela Fipe. Modelos nacionais e importados e com ou sem blindagem podem ser segurados em todo o território nacional.

Além de cobertura para roubos e furtos, o seguro auto Pay Per Use também oferece cobre acidentes de qualquer tamanho. O PPU conta com uma rede de quatro mil oficinas e presta atendimento a serviços de socorro mecânico, guincho, reboque e reparos gerais (como troca de vidro, farol, lanterna, retrovisor e para-choque).

Todos os serviços podem ser agendados por meio de um aplicativo no smartphone.