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Testamos: Novo Onix Plus 2020 impressiona em evolução 'anos-luz' do Prisma

Fernando Miragaya

Colaboração para o UOL, em Porto Alegre (RS)

14/09/2019 04h00

O novo Chevrolet Onix Plus, lançado na última quinta-feira, tem argumentos para se manter na liderança que vão bem além do preço competitivo. O modelo evoluiu 'anos-luz' em desempenho e qualidade de construção. Ao volante do substituto do Prisma, o compacto impressiona já ao entrar na cabine.

Volante tem boa pegada e base chata, e as regulagens de altura e profundidade oferecem bons ângulos, proporcionando uma posição de dirigir bem mais agradável do que o antecessor. Há espaço mais folgado para pernas e joelhos do motorista, o quadro de instrumentos tem leitura simples e os comandos ficam bem posicionados.

O banco acomoda bem as costas, mas a base do assento é curta e cansa as pernas. Assim como o encosto inteiriço tem o suporte para a nuca muito proeminente.

Andamos na versão topo de linha Premier completa de todos os opcionais - sensor de ponto cego, estacionamento automático, rodas de liga-leve exclusivas aro 16" e acabamento bicolor no interior. Partida no botão, e o motor três cilindros turbo já chama a atenção pelo baixo nível de vibração.

Projeto original da Opel para o mercado europeu, o propulsor recebeu um trato para o mercado brasileiro. Dispensou a injeção direta para baratear custos, e o virabrequim foi levemente deslocado para que os pistões trabalhem melhor. Segundo a GM, o conjunto motor com transmissão automática de seis marchas perdeu 15 kg.

O que ajuda nesta versão topo de linha ter apenas 1.117 kg, peso que contribui em outra questão: o bom desempenho do Onix Plus. Os 116 cv respondem bem, sem brutalidades nas acelerações. As mudanças da caixa de seis velocidades são suaves, mas sem emprestar um comportamento muito pacato como no Cruze.

As retomadas seguem a lógica de força gradual, sem ser careta nem agressivo ao extremo. O torque de até 16,7 kgfm já aparece nas 2.000 rpm, e a transmissão responde bem, sem imprecisões, mesmo quando se pisa fundo. A 120 km/h permitidos nas estradas gaúchas, o conta-giros aponta 2.500 rpm.

O modelo agrada pela sensação de mais solidez, fruto da arquitetura moderna GEN, com 17% mais aços de ultra-resistência. O eixo traseiro está quatro vezes mais rígido e a sensação de estabilidade é maior. A suspensão ficou mais silenciosa, firme e confortável. No trecho não pegamos curvas para ver qual o comportamento na hora de torcer a carroceria. A direção elétrica é bem direta, mas isola mal a vibração das poucas imperfeições que pegamos na rodovia.

Atrás, dois adultos viajam bem e um terceiro, claro, aperta demais. Porém, os 2,60 m de entre-eixos (quase 8 cm a mais) e os 3 cm a mais para os joelhos são percebidos, com mais folgas para as pernas e joelhos. Pessoas com 1,73 m ficam bem acomodadas. Porta-malas de 469 litros é menor que o do Prisma (500 l), porém aparenta ser mais profundo e recebe duas bagagens grandes.

No conforto, a versão avaliada tem direito a tudo. A terceira versão da central Mylink, que já era prática, ficou ainda mais funcional e ergonômica. A tela destacada do painel tem melhor visualização e continua fácil de operar, além de ter a função de 4g nativo e poder parear dois Bluetooth.

* Viajou a convite da GM

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