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Pensando em comprar carro? Saiba por que agora é melhor que no pós pandemia

Audi oferece revisões gratuitas e um ano de seguro para modelos como o Q3 - Murilo Góes/UOL
Audi oferece revisões gratuitas e um ano de seguro para modelos como o Q3 Imagem: Murilo Góes/UOL
Rafaela Borges

Rafaela Borges é jornalista automotiva desde 2003, com passagens por Carsale e Estadão. Escreve sobre o mercado de veículos, supercarros, viagens sobre rodas e tecnologia.

Colunista do UOL

15/05/2020 04h00

Nas últimas semanas, recebi algumas perguntas de leitores e seguidores que estão planejando comprar um carro zero-km. A quarentena é o melhor momento? Ou seria melhor esperar o período pós pandemia?

Apesar de não estarem anunciando descontos sobre o preço de tabela, as montadoras oferecem diversas condições para incentivar a compra do automóvel. A maioria inclui facilidades no financiamento (leia mais abaixo).

Isso está ocorrendo porque, com vendas apresentando queda de 80%, os estoques estão em alta. Nem mesmo as fábricas paradas (a maioria ainda não voltou a funcionar) foram capazes de aliviar a lotação dos pátios.

Mas e se, depois da quarentena, as marcas oferecerem condições especiais ainda melhores, para incentivar as vendas e o reaquecimento da indústria? Para especialistas ouvidos pela coluna, isso não deverá ocorrer.

Por isso, o melhor momento para adquirir um automóvel novo é agora, aproveitando as facilidades oferecidas. "As concessionárias também estão com estoques lotados e precisam se livrar do ativo", explica o gerente de desenvolvimento de negócios da Jato Dynamics, Milad Kalume Neto.

Segundo Kalume, embora as marcas não estejam mexendo nos preços de tabela (em alguns casos, eles estão aumentando), as concessionárias estão praticando bons descontos. "Vale pesquisar bastante, em diversas revendas, e barganhar ainda mais pelo menor preço", aconselha.

Estoques devem voltar ao equilíbrio no pós-pandemia

Como os estoques não estão girando mesmo com as fábricas paradas, o cliente que tem reserva ganhou agora um ótimo trunfo para obter o melhor negócio, de acordo com Kalume. "A tendência é de que, no pós-pandemia, com as concessionárias reabertas, os estoques comecem a diminuir", complementa o consultor Paulo Roberto Garbossa, da ADK Automotive.

Nesse caso, o cliente perderá o trunfo. O movimento natural é a redução de condições especiais e de descontos e, de acordo com Garbossa, até um eventual aumento nos preços. Isso porque o dólar está em alta, o que influencia no valor mesmo do carro nacional, principalmente por causa do aço.

Esse reajuste, porém, ainda não foi inteiramente repassado ao consumidor, algo que deve ocorrer quando o período de quarentena terminar. "É claro que o reaquecimento da economia e a volta da venda de carros aos patamares pré-pandemia não vão ocorrer do dia para a noite. Mas o fim da quarentena vai dar início a essa retomada", diz Kalume.

"Os estoques estão entre 300 mil e 400 mil carros", afirma Garbossa. "Hoje, se vende cerca de 2.500 veículos por dia. No pós pandemia, a média diária deverá voltar aos 10 mil exemplares", explica. "Melhor do que está (para o cliente) não vai ficar."

Marcas oferecem condições especiais

Entre as condições especiais oferecidas pelas montadoras estão o pagamento de parcelas para o consumidor. A FCA, empresa que reúne Fiat e Chrysler, está pagando as oito primeiras prestações de quem financia os carros das marcas com 50% de entrada.

Já a BMW está pagando as três primeiras prestações do financiamento de quem adquirir seus veículos zero-km. A Audi está dando um ano de seguro e duas revisões gratuitas para 13 modelos, inclusive o novo Q3. Os parcelamentos têm taxas a partir de 0,59% ao mês.

Já a Land Rover oferece quatro meses de carência para o pagamento da primeira parcela do financiamento, e taxa zero para alguns modelos.