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Viviane Araújo nega racismo em fantasia de índia: "É uma linda homenagem"

Viviane Araújo se veste de índia para desfilar como rainha de bateria da Mancha Verde no Carnaval 2018 - Simon Plestenjak/UOL
Viviane Araújo se veste de índia para desfilar como rainha de bateria da Mancha Verde no Carnaval 2018
Imagem: Simon Plestenjak/UOL

Gisele Alquas e Renata Nogueira

Do UOL, em São Paulo

10/02/2018 03h56

Em meio a uma campanha virtual contra fantasias inspiradas nos povos indígenas, Viviane Araújo surgiu para desfilar pela Mancha Verde vestida de índia, com o rosto pintado e um grande cocar adornando sua cabeça. Mas a rainha de bateria disse que não havia racismo no figurino escolhido para o desfile.

“Minha fantasia tem todo contexto, represento o Cacique. É uma linda homenagem”, afirmou Vivi à imprensa antes do desfile da Mancha. O Cacique em questão é o Cacique de Ramos, tradicional bloco do Rio de Janeiro que deu origem ao Fundo de Quintal, grupo homenageado pela escola.

João Paulo Silva faz parte da bateria da Mancha Verde - Renata Nogueira/ UOL - Renata Nogueira/ UOL
João Paulo Silva, da bateria da Mancha, não concorda com as críticas às fantasias inspiradas em índios
Imagem: Renata Nogueira/ UOL

Atrás de Viviane, a bateria da agremiação também veio com trajes inspirados nos índios. "Nossa fantasia tem tudo a ver com o enredo, que tem a ver com o Cacique de Ramos, de onde veio o Fundo de Quintal. Se quiserem acusar a gente de apropriação cultural, vão ter que estudar a história do Fundo de Quintal antes", rebateu João Paulo Silva, que há quatro anos integra a bateria da Mancha Verde. 

A campanha "índio não é fantasia" surgiu após a ativista e artista Katú Mirim publicar um vídeo nas redes sociais explicando que o uso desses trajes é considerado racista e ofensivo por se apropriar da cultura dos povos indígenas.

"Usar fantasia de índio é racismo porque discrimina nossa raça, reforça estereótipos, a hipersexualização da mulher indígena. O movimento indígena sempre sofreu com a invisibilização. Nós não somos uma fantasia. Pessoas não são fantasia, nossa cultura não é fantasia. Ela existe, nós existimos", afirmou.

Paolla Oliveira foi criticada nas redes sociais por ter se vestido de índia para um baile de Carnaval do Rio de Janeiro.