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Blocos de rua

A pegação morreu em SP? No Minhoqueens, não: "Tem que saber paquerar"

Bloco Minhoqueens teve paquera e pegação no centro de SP - Bárbara Tavares/UOL
Bloco Minhoqueens teve paquera e pegação no centro de SP Imagem: Bárbara Tavares/UOL

Bárbara Tavares

Do UOL, em São Paulo

10/02/2018 19h07

Dizem as más línguas que a pegação não tem mais espaço no Carnaval de São Paulo. Quem diz isso não frequentou o Minhoqueens, no centro da cidade, neste sábado.

Durante as mais de quatro horas de bloco, casais se formaram, acabaram e fizeram-se novos. Bruno Rangel, 19, e André Santos, 22, eram dos que não se desgrudavam. “Eu tô aqui pra ser feliz e beijar muitooooo”, disse Bruno. “Baby I was born this way” (Baby, eu nasci assim, em tradução livre), completou André, em referência à música de Lady Gaga.

A estudante de arquitetura Milena*, 23, veio pela primeira vez a um bloco LGBT. “Eu amei demais, queria isso todos os dias. Já beijei umas três. Mas minha família nem sabe que eu vim. Eles acham que estou na Vila Madalena”, disse.

O bloco LGBT Minhoqueens agitou a tarde em São Paulo e formou casais animados - Bárbara Tavares/UOL - Bárbara Tavares/UOL
O bloco LGBT Minhoqueens agitou a tarde em São Paulo e formou casais animados
Imagem: Bárbara Tavares/UOL

Paquera não morreu, assédio sim

Adesivos de “não é não” foram vistos com menos frequência, mas nem por isso a máxima não era igualmente válida. “Existe pegação e paquera, claro. Mas os caras têm que entender que não é à base da força, e sim na olhada, no sorriso... têm sinais que a gente dá quando está a fim”, explicou a jornalista Marcela, 29.

Ela e a amiga Bruna, 28, foram ao Tarado Ni Você e emendaram a farra no Minhoqueens. “Lá eu fiquei com alguns caras que conheci. Aqui ainda não, mas é isso: nada de túmulo da paquera. É só saber paquerar”, completou.

* O nome foi trocado a pedido da entrevistada