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Blocos de rua

Ambulantes reclamam da prefeitura de SP e falam em "bagunça" no Carnaval

A prefeitura aumentou a quantidade de vendedores credenciados para trabalharem no Carnaval de rua; cada ponto amarelo na imagem é um ambulante - Reprodução/TV Globo
A prefeitura aumentou a quantidade de vendedores credenciados para trabalharem no Carnaval de rua; cada ponto amarelo na imagem é um ambulante
Imagem: Reprodução/TV Globo

Gilvan Marques

Do UOL, em São Paulo

06/02/2018 17h13

Ambulantes credenciados pela Prefeitura de São Paulo reclamaram da Gestão Doria Jr. (PSDB), que estabeleceu novas regras e aumentou o número de vendedores para trabalharem nas ruas durante o Carnaval paulistano, em 2018.

Segundo trabalhadores autônomos ouvidos pela reportagem do UOL, a prefeitura aumentou a quantidade de vendedores credenciados --de 8 mil para 10 mil-- e não determinou a restrição da região para cada um deles, ao contrário do que acontecia até o ano passado.

O resultado foi que boa parte dos profissionais decidiu trabalhar nas ruas de Pinheiros, zona oeste da capital paulista, no sábado (3) e no domingo (4), por exemplo. Era possível observar muitos vendedores por metro quadrado, vindos de regiões afastadas como a zona norte e a zona leste.

Além disso, parte deles ficou no meio do caminho traçado para os trios elétricos. À medida em que determinado caminhão avançava, ambulantes eram empurrados pela multidão e pelos cordeiros com a mercadoria e tudo mais.

Para se credenciar, o vendedor precisou apenas preencher um formulário, não houve sorteio e também não houve cobrança de taxas. Após a definição, eles receberam um kit (com colete, caixas de isopor e guarda-sol) pagos pela cervejaria oficial. E pronto, o vendedor já estava apto para trabalhar --e em qualquer lugar-- no Carnaval paulistano.

Maria da Conceição, 35, trabalha há 5 anos como ambulante no Carnaval de São Paulo. Segundo ela, houve queda nas vendas de bebidas no primeiro fim de semana do pré-Carnaval devido à "bagunça". "Esse Carnaval está sendo o pior dos piores. A Prefeitura aumentou o número de vendedores e todos vieram para cá [em Pinheiros]", reclamou ela.

Sérgio Cândido, 35, também reclama da confusão gerada no pré-Carnaval e culpa a prefeitura pela desorganização. "No ano passado, cada um tinha uma região para trabalhar, esse ano não", afirmou ele, que citou ainda os poucos policiais vistos ao longo das vias.

Ao UOL, a prefeitura confirmou que o número de ambulantes é maior do que anos anteriores --em 2017 foram 8 mil, e em 2016, 4 mil--, e que esse aumento atende a expectativa de público.

"A comissão de Carnaval esclarece que o número de ambulantes é maior em relação aos anos anteriores em decorrência da expectativa do aumento de público. Neste ano, os vendedores foram informados no momento do credenciamento, de que poderiam consultar o site do Carnaval www.carnavalderua.prefeitura.sp.gov.br  para verificarem os blocos em todas as regiões da cidade e desta forma escolherem os locais e desfiles para vendas", disse a prefeitura, em nota.