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EUA: jovens têm problemas cardíacos após vacinação; autoridades investigam

18.mai.2021 - Vacinação contra a covid-19 na Filadélfia, nos Estados Unidos - Hannah Beier/Reuters
18.mai.2021 - Vacinação contra a covid-19 na Filadélfia, nos Estados Unidos Imagem: Hannah Beier/Reuters

23/06/2021 15h54

Especialistas americanos devem se reunir nesta quarta-feira (23), nos Estados Unidos, para examinar cerca de 300 casos de inflamação do miocárdio registrados em vacinados contra a covid-19. O problema cardíaco, observado após injeções com as vacinas Pfizer/BioNTech e da Moderna, atinge principalmente adolescentes e jovens adultos.

Os dois imunizantes utilizam a mesma tecnologia do RNA mensageiro. Mais de 20 milhões de adolescentes e jovens adultos nos Estados Unidos foram vacinados até agora contra a covid-19.

Os especialistas independentes que vão analisar os possíveis efeitos colaterais das vacinas foram convocados pelo Centro de Luta e Prevenção de Doenças (CDC) americano, que é a principal agência federal de saúde pública do país. Eles vão investigar todos os casos de inflamação do miocárdio, que é o músculo cardíaco, ou de pericardites, que é membrana que envolve o coração, registrados após uma injeção anticovid.

A diretora do CDC, Rochelle Walensky, antecipou que os casos são "raros e que a grande maioria deles foi resolvida com repouso e pequenos cuidados". Ela indicou que a agência pediu aos profissionais de saúde para assinalar todos os casos de pacientes com sintomas de miocardites e pericardites ocorridos após a vacinação. O CDC "obteve relatórios médicos detalhados para confirmar o diagnóstico com o objetivo de investigar em tempo real a segurança das vacinas", indicou Walensky.

A diretora da agência americana disse aguardar com "impaciência" o resultado da reunião do Comitê Consultivo sobre a vacinação do CDC.

Homens são maioria

A ocorrência de problemas cardíacos em vacinados foi inicialmente assinalada em Israel, onde a campanha de imunização foi mais rápida do que em outros países. O ministério da Saúde israelense constatou no final de maio uma relação possível entre a vacina da Pfizer e miocardites. O problema, 95% benigno, foi observado somente em homens jovens em Israel. Alguns casos também foram registrados na França.

Nos Estados Unidos, segundo dados não confirmados, cerca de 530 casos de miocardite ou pericardite foram detectados pelas autoridades de saúde após uma segunda dose das vacinas Pfizer ou Moderna. Mais da metade dessas pessoas tinha entre 12 e 24 anos e a maioria era do sexo masculino. O sintoma mais comum é uma dor no peito.

"Os casos relatados são superiores ao número de ocorrências" em tempo normal, declarou há duas semanas um responsável do CDC, Tom Shimabukuro. Por isso, esses dados têm que ser verificados.

Benefícios e riscos

"Estou muito preocupado, mas ressalto que uma relação de causa e efeito ainda não foi estabelecida", salientou Lorry Rubin, diretor do Departamento de Infectologia Pediátrica do Cohen Children's Medical Center, de Nova York. Ele informou que no hospital atendeu "adolescentes reclamando de dores no peito" um ou dois dias depois de terem tomado a segunda dose de uma vacina RNA mensageiro. Mas os problemas cardíacos "eram relativamente leves" e a maioria foi tratada com anti-inflamatórios.

Mesmo se a relação entre a vacinação e a inflamação no miocárdio for confirmada, os benefícios das vacinas serão mais importantes do que os riscos possíveis, avalia o médico.

Adolescentes e jovens têm menos chances de desenvolver casos graves de Covid-19. No entanto, mais de 2.600 pessoas com idades entre 0 e 29 anos morreram nos Estados Unidos da doença, segundo dados oficiais. No país, a vacina da Pfizer é autorizada a partir dos 12 anos e a da Moderna para maiores de 18 anos.

* Com informações da AFP

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