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Gustavo Cabral: Promessas de flexibilização são políticas, não científicas

Colaboração para o Viva Bem

30/07/2021 18h58

As medidas de flexibilização anunciadas por estados e municípios devem ser revogadas por causa do temor com a variante delta do novo coronavírus, avalia o colunista Gustavo Cabral.

Em participação no UOL News, ele explicou que o Brasil tem menos de 20% da população imunizada com as duas doses e, por isso, ainda não é possível projetar o afrouxamento excessivo de medidas restritivas de prevenção à covid-19.

"Isso não são ações científicas, são ações políticas", disse. "Mesmo com a vacinação em patamar muito mais elevado, a flexibilização é gradual, como aconteceu no Reino Unido e Estados Unidos, e, ainda assim, com alguns momentos dando passos atrás."

Por isso, Cabral acredita que ações já anunciadas devem ser revogadas. No Rio de Janeiro, por exemplo, o prefeito Eduardo Paes (PSD) anunciou um planejamento para retomada das atividades que prevê suspensão gradual de medidas restritivas até 15 de novembro, data em que tudo será liberado, inclusive a obrigatoriedade do uso de máscaras.

Em São Paulo, o governador João Doria (PSDB) também anunciou a ampliação do horário do comércio e da capacidade de ocupação nos estabelecimentos a partir do dia 1º de agosto.

"Não tem como [o afrouxamento de medidas ocorrer]. Essa nova variante está dispersando muito rápido", afirmou Gustavo Cabral. "O número de mortes do mês de julho de 2021 foi maior do que julho de 2020, que estávamos no ápice da primeira onda. Nós temos mais mortes do que o ano passado."

Vacinados transmitem variante delta

Pessoas vacinadas contra a covid-19 podem transmitir a variante delta do coronavírus tanto quanto não vacinados, aponta um documento do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), dos Estados Unidos, obtido pelo jornal The Washington Post. A imunização, no entanto, garante que os casos não evoluam para quadros graves.

Para Cabral, a falta de identificação e rastreamento a nível mundial da variante delta auxilia em sua dispersão. "Quando a OMS (Organização Mundial da Saúde) fala que o mundo não está identificando corretamente, o Brasil também segue nesse mesmo ritmo. Não fazemos acompanhamento para saber o quanto ela já se dispersou."

Ele ainda reforçou que a continuidade da adoção de medidas não farmacológicas é essencial para o combate à pandemia de Covid-19."Se não quisermos lockdown, precisamos manter o distanciamento e uso da máscara de forma contínua, estando vacinado ou não. Não podemos abdicar disso tão cedo", alertou.

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