PUBLICIDADE

Topo

Saúde

Sintomas, prevenção e tratamentos para uma vida melhor


Saúde

Veja como está a vacinação de adolescentes contra a covid-19 nos estados

Muitos estados ainda aguardam orientações do Ministério da Saúde, que tem criticado ações isoladas sobre o tema - Matheus Sciamana/Photopress/Estadão Conteúdo
Muitos estados ainda aguardam orientações do Ministério da Saúde, que tem criticado ações isoladas sobre o tema Imagem: Matheus Sciamana/Photopress/Estadão Conteúdo

Henrique Sales Barros

Do UOL, em São Paulo

20/07/2021 18h30Atualizada em 21/07/2021 10h39

Com o avanço da vacinação em todo o Brasil, alguns estados começaram a traçar calendários e até mesmo a liberar a vacinação de adolescentes — entre 12 e 17 anos —, com comorbidades ou não, contra o novo coronavírus.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, já indicou ser favorável à imunização do grupo, mas criticou, na semana passada, estados que estão estabelecendo medidas na direção de aplicar doses em adolescentes sem que isso tenha passado pelo plano nacional de vacinação.

Em junho, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou a aplicação da vacina da farmacêutica americana Pfizer para a imunização da população entre 12 e 17 anos, sendo a única com o aval no país.

A CoronaVac, do laboratório chinês Sinovac, já teve o uso aprovado para a população entre 3 e 17 anos na China e para adolescentes entre 12 e 17 anos na Indonésia.

Agora, o Instituto Butantan, parceiro da Sinovac no Brasil, aguarda a chegada de dados da Ásia para pedir à Anvisa a autorização para aplicar o imunizante em menores de 18 anos.

Para saber em que pé está a previsão ou a aplicação de doses contra a covid-19 em adolescentes no Brasil, o UOL entrou em contato com todos os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal, perguntando como está a situação em cada localidade.

Confira como está a vacinação de adolescentes nos estados:

Amazonas

Em nota, a Secretaria de Saúde do AM disse que, atualmente, o estado está vacinando simultaneamente as pessoas entre 18 e 59 anos sem comorbidades e os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde — o que não inclui os adolescentes.

Bahia

A Secretaria de Saúde da Bahia disse que a ampliação da vacinação contra a covid-19 para menores de 18 anos ainda não foi discutida no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde) e, sendo assim, o estado ainda não vislumbra a imunização de adolescentes.

"Essa discussão deve ser iniciada assim que a vacinação avance para próximo a essa faixa etária", disse a pasta. No momento, a Bahia está aplicando a primeira dose contra a covid-19 em pessoas com 37 anos ou mais.

Ceará

Na semana passada, o secretário de Saúde do Ceará, Dr. Cabeto, enviou um ofício ao Ministério da Saúde para solicitar a inclusão da população de 12 a 17 anos com comorbidades na campanha nacional de vacinação.

Mesmo sem o aval federal para a aplicação de doses, adolescentes já podem se cadastrar na plataforma Saúde Digital, utilizado pelo governo do estado para agilizar a vacinação contra a covid-19.

Distrito Federal

A Secretaria de Saúde do DF afirmou que tem sido "fiel" ao plano de imunização definido pelo Ministério da Saúde e que "aguarda orientações do órgão federal para iniciar a vacinação" de adolescentes.

Espírito Santo

No dia 5 de julho, em entrevista coletiva, a Secretaria de Saúde do ES anunciou que decidiu vacinar, com o imunizante da Pfizer, 23 adolescentes capixabas portadores de fibrose cística, uma comorbidade que afeta os pulmões e o sistema digestivo, ainda naquela semana.

Em resolução definida na sexta-feira seguinte (9), a pasta decidiu incluir a população de 12 a 17 anos com comorbidades entre os grupos prioritários de vacinação no ES. A aplicação do imunizante ainda depende de calendário a ser definido pelo governo estadual.

Maranhão

Embora São Luís já tenha iniciado a vacinação de adolescentes contra o novo coronavírus, a Secretaria de Comunicação do Maranhão disse, em nota, que o estado "aguarda orientação e envio de doses" para iniciar a vacinação da população entre 12 e 17 anos.

Mato Grosso

O governo do Mato Grosso disse que segue as recomendações do PNI (Plano Nacional de Imunização) do Ministério da Saúde e, "até o momento, não há orientações oficiais quanto à imunização contra a covid-19 em menores de 18 anos".

Mato Grosso do Sul

Desde 18 de junho, o governo do MS, o estado mais avançado na vacinação completa contra a covid-19, autorizou os municípios sul-mato-grossenses a vacinarem adolescentes com comorbidades com o imunizante da Pfizer.

Minas Gerais

A Secretaria de Saúde de MG afirmou que segue as diretrizes do plano definido pelo Ministério da Saúde para a vacinação contra a covid-19 e não prevê a aplicação de doses em menores de 18 anos. A pasta acrescentou que "aguarda novas definições do governo federal".

Pará

A Secretaria de Saúde Pública do Pará disse que "segue as diretrizes do PNI" e que, até o momento, "não recebeu orientação oficial" para começar a vacinar menores de 18 anos contra o novo coronavírus.

Paraná

Em nota, a Secretaria de Saúde do PR frisou que segue as orientações do PNO (Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra Covid-19) e aguarda orientações de Brasília sobre a vacinação de adolescentes.

Pernambuco

Na mesma linha da nota do governo do Paraná, a Secretaria de Saúde de Pernambuco disse que "aguarda orientações por parte do Ministério da Saúde" e o envio de doses para a vacinação de adolescentes.

Piauí

Hoje, a Secretaria de Saúde do Piauí anunciou a vacinação de adolescentes acima de 12 anos que tenham comorbidades, que receberão a vacina da Pfizer.

Em nota no site do governo do estado, a pasta disse que "deve divulgar uma orientação aos municípios nas próximas horas" para regulamentar "a vacinação deste público no Piauí".

Rio de Janeiro

A Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro se limitou a dizer que "vai seguir a orientação do Ministério da Saúde sobre o tema" — que, no momento, é a de não vacinar adolescentes.

Ainda que o estado do RJ não tenha deliberado sobre a imunização de menores de 18 anos contra a covid-19, a capital fluminense prevê vacinar a população entre 12 e 17 anos entre 23 de agosto e 10 de setembro.

Rio Grande do Norte

Em nota, a Secretaria de Saúde do RN afirmou que, "por enquanto", aguarda orientações federais para deliberar sobre a vacinação de adolescentes e destacou que, quando o estado puder começar a imunizar o grupo, portadores de comorbidades serão priorizados.

Rio Grande do Sul

O governo do Rio Grande do Sul definiu o início da vacinação de adolescentes com comorbidades "a partir da chegada da próxima remessa de vacinas" da Pfizer — que, ainda segundo o Executivo gaúcho, está prevista para desembarcar no estado do Sul ainda hoje.

Roraima

A Secretaria de Comunicação de Roraima disse que o Ministério da Saúde "já sinalizou que vai liberar a vacinação de adolescentes" com comorbidades, mas que ainda aguarda uma posição oficial da pasta sobre o assunto.

"O estado (de Roraima) só vai iniciar a imunização desta faixa etária quando o Ministério da Saúde definir qual imunizante deverá ser utilizado", afirmou.

Santa Catarina

A Secretaria de Saúde de Santa Catarina afirmou estar avaliando a inclusão de adolescentes no calendário de vacinação do estado após a imunização da população adulta ser concluída.

"No entanto, os detalhes ainda estão sendo definidos pela Secretaria de Saúde e serão decididos em conjunto com os municípios", acrescentou.

São Paulo

A vacinação da população entre 12 e 17 anos com comorbidades em SP está prevista para ocorrer entre 23 de agosto e 5 de setembro, assim como a imunização de gestantes que se encontram na mesma faixa etária, segundo calendário do estado.

Entre 6 e 30 de setembro, está prevista a aplicação da primeira dose da vacina contra a covid-19 para os adolescentes entre 12 e 17 anos sem comorbidades.

Tocantins

Em nota, a Secretaria de Saúde do Tocantins frisou que segue "irrestritamente" as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde. "Desta forma, até o momento, não há orientação sobre o início da imunização de menores de 18 anos", completou.

Sem resposta

Acre, Alagoas, Amapá, Goiás, Paraíba, Sergipe e Rondônia ainda não responderam as consultas feitas por e-mail pelo UOL. O espaço segue aberto para posicionamentos.

Saúde