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Yasmin Brunet vai ao aeroporto com máscara de tricô; por que isso é errado?

Reprodução/Twitter
Imagem: Reprodução/Twitter

Danielle Sanches

Do VivaBem, em São Paulo

20/07/2021 16h05

Sem autorização do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) para viajar ao lado do marido, o surfista Gabriel Medina, para os Jogos Olímpicos de Tóquio, a modelo Yasmin Brunet esteve no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, para se despedir do companheiro.

O casal se envolveu em mais uma polêmica, pois ele fez questão de ter a parceira ao seu lado durante os jogos, mas, por causa das restrições causadas pela covid-19, o número de credenciais caiu de duas para uma, e apenas o técnico Andy King pôde acompanhá-lo. "É chato, não estou indo 100%. É ela quem me dá força e eu gosto de estar junto dela", disse Medina ao UOL Esporte um pouco antes da viagem.

Embora o assunto ainda permaneça em alta, Yasmin acabou virando assunto nas redes sociais por outro motivo: enquanto esteve no aeroporto, a modelo permaneceu usando uma máscara de tricô, e chegou a conversar com a repórter Beatriz Cesarini, de UOL Esporte, usando o acessório.

O problema é que essa máscara não é efetiva para barrar a transmissão do novo coronavírus e, por esse motivo, não é recomendado por infectologistas.

Nas redes sociais, muitos usuários não perdoaram o deslize:

Por que isso é errado?

Sim, as máscaras de tricô são lindas e mais confortáveis para respirar, mas não são seguras ou eficazes. A trama desse tipo de máscara é mais folgada e deixa o ar passar com mais facilidade, não segurando de forma efetiva as gotículas de saliva e secreções que podem carregar o novo coronavírus.

Como resultado, se você estiver contaminado, possivelmente vai espalhar o vírus por onde passar. E, se você estiver usando a máscara e passar em um local contaminado, não estará protegido e pode se contaminar.

A segurança desse tipo de máscara já foi testada, inclusive. A Universidade Duke, nos Estados Unidos, criou um ranking com a eficácia de diversos tipos e a de tricô está na lanterninha da lista —junto com a bandana de duas camadas e a polaina de pescoço (esta última conseguiu ser menos efetiva do que não usar máscara).

"Não acredite em máscaras de tricô", alerta Raquel Stucchi, professora da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), no interior paulista, e consultora da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia). "Uma máscara dessas deve ser encarada como mero adereço, porque seu efeito protetor é zero", disse a médica em entrevista à jornalista Lúcia Helena, colunista de VivaBem.

Se há um ano o uso dessas máscaras já era condenado (sim, há algum tempo já se fala sobre o assunto), agora ele é ainda mais perigoso. Tudo porque a variante delta, considerada mais virulenta e muito mais transmissível, está circulando com força no Brasil. Todo cuidado é pouco para manter-se a salvo da contaminação.

Qual é a melhor máscara?

Bem, o ranking feito pela Universidade Duke afirma que a máscara mais eficiente para barrar a transmissão é o modelo N95 ajustado, a mais indicada para as equipes médicas que atuam na linha de frente. A seguir vem a máscara cirúrgica de três camadas e a de algodão (também com três camadas).

No Brasil, a nomenclatura utilizada para as máscaras N95 é a PFF2. Apesar do nome diferente, as duas máscaras representam o mesmo tipo, um padrão. Na certificação brasileira, por exemplo, o modelo é apresentado como PFF2; já nos Estados Unidos, o nome N95 é utilizado, de acordo com a certificação americana.

Ambas conseguem filtrar de maneira eficaz as partículas do vírus que, normalmente, se espalham pelo ar quando há tosses ou espirros. Se colocadas corretamente —não vale deixar no queixo ou o nariz para fora —, elas conseguem proteger as vias aéreas e não têm e eficácia comprometida por causa do suor, podendo ser usadas por turnos de até oito horas.

A oferta de máscaras PFF2 aumentou consideravelmente desde o início da pandemia, e o site PFF Para Todos reúne ofertas e fornecedores do material. Mas nem todo mundo consegue se adaptar a esse tipo de máscara, que é mais fechada e pode ser um pouco incômoda para quem não está acostumado com o ajuste.

A recomendação, então, é ter um ou dois exemplares do modelo para usar em locais fechados, com aglomeração e/ou pouca ventilação (como um supermercado ou um aeroporto), e manter um estoque de máscaras cirúrgicas de três camadas, mais confortáveis e bastante seguras, para usar nas atividades do dia a dia, como ir ao médico ou dar uma caminhada no parque.

Se mesmo assim você ainda quiser usar um modelo de tricô, saiba que ainda é possível: basta usar uma máscara cirúrgica ou de pano (de três camadas) por baixo e deixar o modelo decorativo por cima. Uma medida simples e que garante a segurança de todos enquanto o novo coronavírus decidir permanecer entre nós.

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