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Vacinado, Doria pega covid; por que alguns têm a doença mesmo com 2 doses?

Doria está com covid-19 pela segunda vez - Divulgação/Governo de São Paulo
Doria está com covid-19 pela segunda vez Imagem: Divulgação/Governo de São Paulo

Do VivaBem*, em São Paulo

15/07/2021 17h35

João Doria (PSDB), governador de São Paulo, está com covid-19 pela segunda vez. Nas redes sociais, ele contou que passa bem e tem a convicção de que está protegido contra o agravamento da doença. Em junho, o tucano tomou a segunda dose da CoronaVac, vacina produzida pelo Instituto Butantan.

O mesmo também já ocorreu com a apresentadora Ana Maria Braga, no dia 5 de julho deste ano. Então por que pessoas que tomaram duas doses da vacina pegam covid e até morrem?

Segundo o imunologista PhD pela USP (Universidade de São Paulo) e colunista do VivaBem, Gustavo Cabral, inicialmente é preciso entender o tempo que a vacina demora para gerar o "efeito" dela. "As vacinas disponíveis atualmente no Brasil que exigem duas doses (CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer) conferem a maior proteção contra a covid-19 cerca de 14 a 20 dias depois da aplicação da segunda dose. Ou seja, se a pessoa "pegou o coronavírus" antes desse tempo, a resposta para a dúvida está aí: ela ainda não estava totalmente imunizada", explicou em texto de sua coluna*.

Mas e quem é infectado mesmo após esse período? Cabral esclarece que "nenhuma vacina protege 100%" contra o vírus —e isso vale também para outras vacinas, não só a contra a covid-19. "As imunizações contra a covid-19 não evitam que a pessoa contraia o coronavírus, mas, sim, reduzem o risco de ela desenvolver casos graves de covid, que exigem hospitalização e causam mortes", disse.

Por isso, como afirma o imunologista, não faz sentido culpar a vacina ou levantar a suspeita de que ela não funciona quando alguém completamente imunizado é infectado pelo coronavírus, como no caso de João Dória. A vacinação é a principal arma para nos proteger das formas graves da covid-19, mas não dispensa outros cuidados, como evitar aglomerações, utilizar máscara (principalmente a PFF2), preferir ambientes ventilados e higienizar as mãos.

* Com informações de reportagem publicada no dia 21/06/2021.

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