PUBLICIDADE

Topo

Saúde

Sintomas, prevenção e tratamentos para uma vida melhor


Saúde

Testes indicam que vacina Sputnik é 92% eficaz contra covid-19, diz Rússia

A Rússia registrou a Sputnik V para uso público em agosto, mas teste em grande escala começou em setembro - The Russian Direct Investment Fund (RDIF)/Handout via REUTERS
A Rússia registrou a Sputnik V para uso público em agosto, mas teste em grande escala começou em setembro Imagem: The Russian Direct Investment Fund (RDIF)/Handout via REUTERS

Do UOL, em São Paulo*

11/11/2020 07h01Atualizada em 11/11/2020 08h29

Resultados preliminares indicaram que a vacina russa Sputnik V é 92% eficaz na proteção das pessoas contra a covid-19, informou hoje o Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF), que tem apoiado a vacina e a comercializado globalmente.

Na segunda-feira (09) a Rússia já havia divulgado que a vacina tinha mais de 90% de eficácia, mas não tinha apresentado mais detalhes sobre as análises iniciais dos testes com o imunizante. A declaração ocorreu horas depois de a Pfizer anunciar que a sua vacina tem 90% de eficácia.

A Rússia registrou a Sputnik V para uso público em agosto, embora a aprovação tenha ocorrido antes do início do teste em grande escala em setembro.

Os resultados provisórios são baseados em dados dos primeiros 16 mil participantes do ensaio que receberam duas doses da vacina, disse o Fundo Russo de Investimento Direto.

O chamado ensaio de Fase III da injeção desenvolvida pelo Instituto Gamaleya está ocorrendo em 29 clínicas em Moscou e envolverá 40 mil voluntários no total, com um quarto deles recebendo uma injeção de placebo - produto semelhante à vacina, mas sem princípio ativo.

As chances de contrair covid-19 foram 92% menores entre as pessoas vacinadas com a Sputnik V do que aquelas que receberam o placebo, disse o RDIF. Isso significa que de cada 100 pessoas vacinadas, 92 não desenvolveram a doença.

Isso está bem acima do limite de eficácia de 50% para as vacinas contra o coronavírus definido pela Food and Drug Administration dos EUA.

"Estamos mostrando, com base nos dados, que temos uma vacina muito eficaz", disse o chefe da RDIF, Kirill Dmitriev.

O anúncio da Rússia segue rapidamente os resultados postados na segunda-feira pelos desenvolvedores de vacinas Pfizer Inc e BioNTech, que disseram que a injeção também foi mais de 90% eficaz.

A vacina Pfizer e BioNTech usa tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) e é projetada para desencadear uma resposta imunológica sem o uso de patógenos, como partículas virais reais.

A vacina Sputnik V é projetada para desencadear uma resposta de duas doses administradas com 21 dias de intervalo, com base em diferentes vetores virais que normalmente causam o resfriado comum: adenovírus humanos Ad5 e Ad26.

*Com informações da agência Reuters

Saúde