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Molho, chocolate, café e outros alimentos que quem tem gastrite deve evitar

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Imagem: iStock

Chloé Pinheiro

Colaboração para o VivaBem

18/01/2020 04h00

Resumo da notícia

  • Crises de gastrite podem ser desencadeadas pela comida; principais sintomas são dor de estômago, azia e sensação de estufamento
  • Alguns alimentos devem ser evitados por quem sofre com a doença, mas isso varia de acordo com a tolerância do organismo para cada alimento
  • Além dos ultraprocessados, como embutidos, alguns itens naturais também deflagram o incômodo em algumas pessoas, como suco de tomate e frutas cítricas
  • Mastigar devagar os alimentos e comer mais vezes ao dia pode ajudar a aliviar o quadro

A gastrite é uma inflamação comum na mucosa do estômago. Quem convive com ela já sabe que a doença tem muito a ver com o que entra no prato. É que alguns ingredientes irritam essa espécie de revestimento do órgão. Para recuperar o tecido, começa um processo inflamatório que causa dor e incômodo.

Preparamos abaixo uma lista do que deve ser evitado por quem tem gastrite. Mas vale destacar que cada estômago tem uma tolerância específica, e tem gente que passa mal até com itens fora dessa lista e aparentemente inofensivos.

Fique de olho em como o corpo se comporta depois das refeições e procure um médico se o incômodo for persistente, pois muitas vezes é preciso tomar remédio e fazer outras intervenções para resolver de vez a situação.

1. Café

A cafeína é a principal responsável pelo efeito do café para quem tem gastrite, mas não só. "Recomendamos que a pessoa evite mesmo o descafeinado, que também pode irritar a mucosa", comenta Gabriela Braga Bisogni, nutricionista da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein. Se você não consegue abrir mão, tente ao menos reduzir as xícaras e tomar logo depois das refeições.

2. Refrigerantes

A categoria é conhecida por seu alto teor de acidez e de gás, que podem irritar as paredes do estômago. Os com sabor cola levam ainda cafeína, ou seja, incômodo em dose dupla.

3. Chás mate, verde e preto

O problema é mais uma vez a cafeína. Que tal deixar para bebericar de vez em quando e, no dia a dia, trocar por chás mais suaves, como o de camomila? Ele inclusive é bom para amenizar o desconforto.

4. Chocolate

Adivinha? O chocolate tem altas doses de cafeína, e ainda tem açúcar, que contribui para o processo inflamatório. O jeito é comer esporadicamente, em pequenas doses, e evitar em períodos de crise.

5. Alimentos gordurosos

Como a gordura tem um processo digestivo mais lento, pode sobrecarregar o tecido que já está mais sensível. O problema aqui é o exagero, especialmente dos ultraprocessados e receitas mais "generosas", mas algumas pessoas podem precisar optar pelas versões magras de leite e iogurte.

6. Alimentos e molhos condimentados

Temperos prontos, alimentos apimentados e molhos como ketchup, shoyu, mostarda e barbecue podem irritar mesmo o estômago de quem não tem gastrite caso sejam consumidos de maneira exagerada. Se você já tem a doença, substitua por temperos naturais, como as ervas.

7. Embutidos

Presunto, peito de peru, salame e companhia carregam o combo de agentes potencialmente nocivos ao estômago: sódio, gordura e muito tempero, geralmente com aditivos químicos.

8. Molho de tomate

Apesar de ser um alimento saudável, o molho de tomate costuma ser alvo de reclamações dos portadores de gastrite por conta de sua alta acidez. A dica aqui é fazer o caseiro, com o tomate mais maduro, que é um pouco menos ácido. Um pouco de bicarbonato de sódio também ajuda a reduzir a acidez e pode aliviar os sintomas. Mas atenção: algumas pessoas não toleram nem a versão caseira.

9. Frutas cítricas ou ácidas

Elas de fato podem agravar quadros pré-existentes de gastrite devido à acidez, mas é uma medida individual. Se você nunca se sentiu mal por conta delas ou não está passando por um período ruim, não é necessário retirar laranja, limão ou abacaxi do cardápio. Com a situação controlada, elas só trazem benefícios, pois são ricas em nutrientes importantes para a saúde.

10. Álcool

Um dos itens mais agressivos para a mucosa estomacal. Destilados, como cachaça e gin, têm mais potencial para desencadear o problema, mas cervejinha e vinho também não escapam das queixas. Para tratar a gastrite, os médicos recomendam evitar toda a categoria.

11. Leite

Durante muito tempo, acreditava-se que o leite amenizaria os sintomas de desconforto digestivo. "Mas hoje sabemos que ele pode ser mais irritativo para quem tem gastrite do que ajudar de fato", comenta Vanessa Prado, cirurgiã do aparelho digestivo do Hospital 9 de Julho. Como o leite é uma fonte importante de cálcio e outros nutrientes, converse com o nutricionista e com o médico antes de cortar por conta própria.

Hábitos à mesa também influenciam

Engana-se quem pensa que é só um ou outro item que incomoda o estômago. Comportamentos alimentares inadequados também podem fazer estragos, mesmo que mais sutis. Há tanto os quadros mais leves, causados por um alimento mais agressivo, quanto os profundos, que passam imperceptíveis e acabam virando crônicos.

Esse segundo grupo está ligado ao estilo de vida. "No cotidiano corrido, não só comemos mais desses alimentos que agridem o estômago como comemos rápido, e isso pode levar à gastrite", comenta Prado. Portanto, além de fazer ajustes na dieta, mastigue devagar a comida, o que facilita o trabalho do órgão.

Aliás, vale controlar o estresse no geral, pois a tensão constante tende a prejudicar a digestão e aumentar o risco de ter uma gastrite duradoura. Manter a hidratação em dia e aumentar o teor de frutas, legumes e verduras no cardápio são hábitos recomendados pelos especialistas para acalmar incêndios internos.

Por último, evite fazer grandes refeições depois de horas sem comer. A alta quantidade de alimentos sobrecarrega o estômago que já está fragilizado. Nesse caso, o ideal é fracionar as refeições e comer em média a cada três horas.

Fontes: Gabriela Braga Bisogni, nutricionista da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein e Vanessa Prado, cirurgiã do aparelho digestivo, médica do Centro de Especialidades do Aparelho Digestivo do Hospital Nove de Julho.

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