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Testei a eletroestimulação, que trabalha 300 músculos em 20 minutos

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal
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Silvia Ruiz

Silvia Ruiz é jornalista e trabalha com comunicação digital e PR. Durante mais de 15 anos atuou na cobertura de saúde, bem-estar e estilo de vida. É apaixonada por alimentação natural, meditação e práticas holísticas. Mãe do Tom, do Gabriel e da Myra, tem bem mais de 40 anos e está tentando aprender a viver bem na própria pele em qualquer idade.

Colunista do UOL

07/01/2022 04h00

Luciana Gimenez, Adriane Galisteu, Bruna Marquezine, Fernanda Gentil e outras famosas incluíram os exercícios com eletroestimulação nas suas rotinas fitness. Eu sempre me perguntei: "será que vale a pena mesmo fazer um treino onde a gente fica levando 'choquinhos' para melhorar a musculatura?". Mas uma coisa me convenceu a aceitar o convite do estúdio e.body, que utiliza a tecnologia alemã miha para experimentar a modalidade por 6 semanas: trabalhar 300 músculos em 20 minutos. Para alguém como eu, que morre de preguiça de passar muito tempo se dedicando à atividade física, foi música para os ouvidos.

Aceitei o desafio para ver como meu corpo iria reagir ao método, em que a pessoa treina com um colete e eletrodos espalhados pelo corpo conectados a uma máquina que emite uma corrente elétrica. A EMS (do inglês, Electro Muscle Stimulation) foi criada na União Soviética há décadas e até então era utilizada na fisioterapia e até em clínicas de estéticas para combater a flacidez (com o nome de corrente russa). Mas há alguns anos ganhou espaço em estúdios fitness na Europa, que agora estão proliferando no Brasil, com o objetivo de trabalhar os músculos. A gente faz exercícios enquanto o equipamento emite uma corrente elétrica que contrai os músculos ao mesmo tempo.

Sensação estranha no início, resultados surpreendentes

Como eu já faço musculação na academia, foi recomendado um treino semanal de EMS. A primeira aula com o professor de educação física e personal Emanuel Cavalcante foi um tanto esquisita. A pergunta que todos me fazem: dói? Não. O estímulo contrai os músculos, mas não causa dor alguma. Mas gente leva um tempo para se acostumar a fazer abdominais e agachamentos enquanto os músculos estão se mexendo "sozinhos" pelo estímulo do equipamento. Mas tudo foi uma questão de prática. Em algumas aulas já estava adaptada, e o professor pôde aumentar a potência da corrente que eu suportava nas contrações. Durante as aulas, o aluno diz ao personal o quanto tolera de carga à medida em que vai se desenvolvendo. Esse é um ponto importante do método, pois cada aluno tem seu limiar, que deve ser respeitado.

O mais incrível: o tempo passa voando, parece que a gente não fez muita coisa, mas meu smartwatch, que uso para monitorar minhas atividades físicas, indicava o coração acelerado, e quase 300 calorias gastas ao final de cada aula. A sensação no corpo também é dos músculos bem cansados, como quando a gente pratica alguma atividade pesada. Outra coisa que eu notei ao final das seis semanas: o peso que eu suporto levantar na musculação comum aumentou. Ou seja, devo ter ganho mais força do que ao treinar apenas musculação como vinha fazendo.

A metodologia também parece ser eficiente para ajudar no emagrecimento. Até porque a contração muscular provocada pela corrente faz com que os músculos consumam mais glicose. No meu caso, que já tenho uma taxa de gordura relativamente baixa, tive uma redução de 2%, o que é bastante razoável, dado que eu não fiz alterações nas minhas demais atividades nem na dieta (que já é bem equilibrada).

Valeu a pena?

Achei a modalidade uma ótima opção para quem não tem muito tempo ou não gosta de treinar musculação. Afinal, com 20 minutos, de uma a duas vezes por semana, é possível trabalhar vários músculos de uma vez. No meu caso, como já passei dos 50 anos e estou na menopausa, tudo que puder fazer para aumentar e manter meus músculos que tendem a desaparecer (a chamada sarcopenia) é muito bem-vindo. Melhor ainda como um complemento para quem também faz musculação e outras atividades. Esse é o meu caso. Senti que alguns músculos que eu não costumo trabalhar ganharam um bom estímulo.

É seguro?

Assim como qualquer atividade física, se não for bem orientada e respeitar o limite dos alunos a eletroestimulação pode ser prejudicial ao corpo. Por isso é importante procurar um estúdio conceituado e professores especializados e treinados pela técnica e que usem equipamentos de qualidade, respeitando a individualidade de cada aluno. Eletroestimulação é contraindicada para gestantes, epiléticos, pessoas portadoras de marca-passo e pacientes com alguma anomalia no sistema venoso ou linfático, como trombose ou trombofilia. Diabéticos e pessoas com doenças crônicas devem sempre consultar um médico antes de qualquer atividade física, ainda mais neste caso.