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'BBB 22': 6 ensinamentos que Linn deu no programa e valem para todos nós

Linn da Quebrada, do "BBB 22" - Reprodução
Linn da Quebrada, do "BBB 22" Imagem: Reprodução

Gabriela Forte

Colaboração para Universa, em São Paulo

02/03/2022 18h32

Apontada como uma das favoritas da atual edição do "BBB", a participação de Linn da Quebrada já é considerada marcante não só por ser a segunda pessoa trans a integrar o elenco do reality, mas pelas suas análises e falas sobre a vida dentro e fora da casa.

Universa remexeu nos arquivos da atual edição do programa e reuniu seis pensamentos de Linn nesses primeiros 44 dias de confinamento. A maioria tinha ligação com algum acontecimento ou conversa dentro da casa, mas vale para quem está aqui fora também. Confira:

1. "Não é como eu gosto de ser tratada, é como eu mereço ser tratada"

Logo nos primeiros dias de confinamento, o apresentador Tadeu Schmidt deu espaço para a sister explicar como queria ser chamada dentro e fora da casa. De forma didática, Lina explicou sua escolha pelo pronome "ela" e falou sobre a dificuldade da própria mãe em acertar o uso do artigo feminino para se referir à filha, o que motivou a tatuagem que ela tem no rosto.

"Fiz essa tatuagem por causa da minha mãe. No começo da minha transição, ela ainda errava e me tratava no pronome masculino. Eu falei: 'Vou tatuar na minha testa'. Por isso, se ficou na dúvida, lê e aí vocês lembram que eu quero ser tratada com pronome feminino ".

A sister se mantém firme nessa questão, muitas vezes chamando atenção dos colegas de confinamento que erram seu gênero durante a convivência. Em uma conversa com o estudante de medicina Lucas, Lina foi direta em afirmar que, com quase metade do jogo em curso, ela poderia desculpar, mas errar não era mais uma opção.

2. "Não é sobre você"

Durante uma das festas do programa, a designer de unhas Natália Deodato se sentiu mal ao ver seu amigo Lucas beijar Eslovênia e caiu no choro. Lina, acompanhada das comadres Naiara Azevedo e Jessilane, foi tentar acalmar a sister, que chegou falar em desistir do programa. Depois de a sertaneja afirmar que Natália estava fazendo-a se sentir uma trouxa por ter de dar apoio a uma amiga sofrendo por homem, Lina foi enfática: "Não é sobre você, Naiara. Isso é sobre o que ela está sentindo. Deixa-a sentir. Vamos ouvi-la."

3. "Você está investindo muita energia no outro e pouca em você"

Lina já comentou algumas vezes que percebe um desequilíbrio de carinho na relação entre o designer Eliezer e o influencer cearense Vinicius. Em uma conversa com Vyni, a sister comentou que, no seu ponto de vista, o brother entrega mais do que recebe na amizade entre os dois e que sempre querer servir deixa pouca energia para que ele pense em si, viva seus momentos e desenvolva a sua trajetória no reality. A posição submissa de Vyni no jogo de Eliezer já foi, inclusive, discutida na casa, sendo levantada até como motivo de votação para um possível paredão.

4. "Por quanto tempo vou sentir dor para aliviar a dor das outras pessoas?"

A fala de Lina em uma conversa com Eslovênia após o erro de Lucas durante a festa do líder — ele a chamou pelo pronome masculino — repercutiu amplamente nas redes sociais. Magoada com os repetidos erros dos participantes dentro da casa, ela reafirmou seu incômodo com os erros e a expectativa de que ela relevasse os lapsos "sem maldade" dos participantes.

Lina expôs que não iria relevar os deslizes por que eles a machucam, e que todos tem de ser responsabilizados por esses erros como qualquer outro que aconteça dentro ou fora da casa.

5. "Não sou homem, não sou mulher, sou travesti"

Em sua apresentação para o elenco do "BBB 22", Lina foi enfática em dizer que sua identidade como travesti não deveria ser esquecida ou diminuída. Com isso, fez o assunto vir à tona e levou às casas dos telespectadores o tema da representatividade e do respeito em relação à população trans e travesti.

Em conversas com Naiara Azevedo, ela afirmou que essa escolha de identidade é libertadora e nunca vai aprisioná-la. "Posso ser o que eu quiser ser. Não preciso, necessariamente, querer parecer ser uma mulher cisgênero. Posso querer parecer comigo, investigar meu corpo, onde o meu corpo pode chegar e onde eu quero chegar. Acho que isso, pra mim, é ser travesti".

A cantora fala dentro da casa algo que já debateu em suas redes sociais, sobre sua escolha de "matar o Júnior", em referência ao nome masculino que recebeu quando nasceu. Conta, ainda, como essa mudança de identidade fez com que ela se sentisse mais verdadeira e apta para ser quem ela realmente é no mundo.

6. "Nós temos que ir além da representatividade"

Em conversa com o surfista Pedro Scooby na piscina, Lina afirmou que a questão da representatividade na mídia e no mercado de trabalho é importante, mas que essa importância só existe porque há um grupo excluído das atividades que compõe a vida comum de um povo, como o trabalho e da cultura. Lina ainda afirmou que os trabalhos de representatividade no mundo ainda têm que ser mais ampliados para garantir que haja transformação social suficiente para que, um dia, ela não seja mais necessária.

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