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Arco-íris nos fios: guia para escolher, fazer e tratar os cabelos fantasia

Lady Gaga no clipe "Telephone" - Reprodução
Lady Gaga no clipe "Telephone" Imagem: Reprodução

Tainá Goulart

Colaboração para Universa

25/10/2021 04h00

Não é de hoje que vemos as celebridades mudando as cores dos cabelos para as chamadas fantasia, como um amarelo vibrante ou os tons de rosa do "Chromatica", o sexto álbum da cantora Lady Gaga, lançado no ano passado. No entanto, com o isolamento e uma certa vontade de experimentar, muitas mulheres e homens têm se aventurado nessas colorações.

Divertir-se é a recomendação de muitos especialistas no assunto. "Como o nome mesmo já diz, a cor fantasia é aquela que não existe na natureza, a cor artificial. Ao meu ver, a escolha é muito pessoal, e eu recomendo que você se divirta acima de tudo. Mas sempre faça a análise de sua cor de pele, além de se atentar para como a cor escolhida vai interagir com a sua paleta", afirma Rodrigo Lima, embaixador Redken e diretor criativo do Circus Hair, em São Paulo.

A principal diferença na estrutura das cores fantasia versus as colorações de tons naturais tem a ver com a fórmula de cada uma delas. "Ao passo que as naturais trabalham com um processo de hiper oxidação, no qual o oxidante retira o pigmento e substitui com a cor escolhida, as cores fantasias são colorações ácidas, que penetram no fio apenas quando a cutícula já está aberta e sem pigmento (descoloração prévia)", conta ele.

O que levar em conta antes de mudar

Primeiramente, Rodrigo Cintra, hair stylist, um dos apresentadores do programa Esquadrão da Moda (SBT/Discovery H&H) e idealizador do The Art Salon, também na capital paulista, aconselha pensar se a cor tem harmonia para valorizar seus traços, seu perfil e sua personalidade. "Como especialista em mudanças, sugiro ir aos poucos até chegar na cor que deseja. Quando a mudança é muito rápida, você pode não gostar. Planejamento e cabelo saudável são fundamentais."

O hairstylist Rodrigo Albuquerque fala que o importante é entender se é uma vontade de sair do convencional e encontrar um visual mais arrojado, ousado, talvez como um reflexo dos tempos pandêmicos, ou se é algo que você traz consigo, uma persona mais criativa e que vai 'bancar' esse novo visual. "Acho legal pensar por quanto tempo você vai querer ficar com esse cabelo, pois é um detalhe que a pessoa precisa ter em conta, já que para mudar depois, fica mais difícil." Isso porque os procedimentos de cor fantasia também têm um nível de desbotamento mais rápido que as cores tradicionais.

Descoloração, o temido processo

No entanto, entender como está a condição do seu fio atualmente é imprescindível. Aliás, para esse tipo de mudança, que geralmente envolve descoloração, o ideal é conversar com um profissional de confiança antes. Quando o fio é descolorido, ele perde todo o seu pigmento e nutrientes também. Então, após esse processo, é colocado um outro pigmento colorido, no caso, o fantasia. De acordo com a cor do cabelo, o tempo de descoloração pode ser menor ou maior e até mesmo precisar de mais sessões, como os fios mais escuros. Caso contrário, o cabelo pode ter uma quebra por causa da química", ressalta o idealizador do The Art Salon.

A mistura de água oxigenada e pó descolorante —o primeiro ingrediente abre as cutículas do cabelo, e o segundo causa pequenas explosões dentro do fio— despigmenta, mas também tira o cimento intracelular, uma espécie de malha interligada de queratina, responsável por dar resistência aos cabelos. "O profissional, antes de mais nada, precisa fazer um diagnóstico do cabelo da pessoa e ver quais são as possibilidades de descoloração, para manter, ao máximo, a saúde dos fios. Temos que avaliar o estado do fio, como é a rotina de cuidados em casa, obter diversas informações antes de descolorir e colorir com uma tom fantasia", detalha Rodolfo Iglesias, hairstylist e expert do salão In Jackson Nunes.

A cor que valoriza

Para Rodolfo, inicialmente, vale entender se a coloração vai ser global, ou seja, em todo o cabelo, ou se em algum ponto específico, como mechas ou só nas pontas. "Assim, a gente consegue pensar como a cor vai interagir com a pele. Se a pessoa for para o monocromático, com a coloração global, e ela tiver uma pele mais amarelada, temos que tomar cuidado com as cores mais frias. Se ela aplicar um azul, por exemplo, ela pode passar uma imagem mais abatida, ressaltar as olheiras e outras coisas", diz ele.

Cabelo colorido - iStock - iStock
Cabelo colorido: como o nome mesmo já diz, a cor fantasia é aquela que não existe na natureza
Imagem: iStock

Cintra revela que as cores frias, como azul, verde e lilás, duram menos, pois precisam de ausência de fundo amarelo para ficarem bonitas. "Já o pink, cobre, marsala e amarelo usam o fundo residual da cor a favor. Mas todas desbotam", pontua ele, acrescentando que o ideal é trocar de cor após cinco meses.

Por isso, a dica é entender qual o seu momento de imagem visual, procurar um especialista e ver quais são as possibilidades que funcionam para o seu fio e suas aspirações.

Depois.. Como evitar o desbotamento rápido e ainda cuidar do fio?

Rodrigo Lima explica que, entre as cores fantasia, o desbotamento geralmente é maior nos tons pastéis e mais claros, que precisam de descoloração mais clara. Quando se usam tons mais escuros e fechados, o desbote é menor e mais lento. Geralmente nesses casos de desbotamento, pode-se aplicar a cor por cima do que já foi feito para renovar o processo.

Quanto aos tratamentos em casa, tudo vai depender de como ficou o fio. "Você pode intercalar a máscara reconstrutora com a hidratante. A máscara feita especialmente para cabelo colorido evita que o tom desbote rapidamente. Então, pode ser utilizada uma vez por semana ou a cada 15 dias. O ideal é sempre conversar com o seu cabeleireiro, uma vez que ele vai indicar as máscaras e você não vai perder tempo e dinheiro com produtos errados", fala Cintra.

O diretor do Circus Hair reforça que, em cabelos que estão com danos extremos, a escolha de linhas de reconstrução se faz necessária. Em casos em que o cabelo não necessita de reconstrução, a pessoa pode trabalhar com nutrição e hidratação, intercalando o uso, para um melhor resultado.

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