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"Não consigo dormir": como a falta de sono interfere na beleza da sua pele

Falta de horas de sono deixa a pele sem brilho e desidratada - Getty Images
Falta de horas de sono deixa a pele sem brilho e desidratada Imagem: Getty Images

Isabella Marinelli

De Universa

18/05/2021 04h00

O brasileiro não dorme bem e a pandemia piorou o cenário. Uma pesquisa coordenada pelo Instituto do Sono, de São Paulo, mostrou que oito em cada dez pessoas relatam problemas de sono e mais de 50% sentiu a piora do quadro depois do início do isolamento social. Inevitavelmente, se o organismo sofre, a pele também é afetada — e de formas diferentes a depender da extensão do período. "Quanto mais dias sem dormir direito, maiores os impactos", completa o dermatologista Cristiano Kakihara, de São Paulo. Investigamos os efeitos e como contorná-los, na medida do possível:

Quando perdemos o sono por uma noite

É normal que, vez ou outra, a preocupação com um problema ou até um compromisso noturno acabe em uma noite mal dormida. Além do cansaço e da indisposição generalizados no corpo, a pele sentirá efeitos discretos. "É possível que se note a perda do viço e olheiras mais acentuadas", relata a dermatologista Mônica Moya, de São Paulo. Para combater a opacidade, vale aplicar uma camada generosa de hidratante enquanto massageia a região. Versões com ácido hialurônico em diferentes pesos moleculares são bem-vindas.

"Borrifar água termal e fazer compressas geladinhas sobre os olhos também ajudam", diz a especialista. Para além do benefício para o aspecto da pele, e talvez até mais importante, esses são truques de fundo sensorial, que oferecem conforto e a sensação de estar mais desperta.

E se a insônia persiste?

A privação de sono é prejudicial ao corpo como um todo e, certamente, também manifestará consequências na pele a médio e longo prazo. Falta de vitalidade é uma delas.

"A insônia causa uma série de reações químicas no organismo, entre elas um aumento da produção do cortisol, que é o hormônio do estresse. Quando essas taxas sobem, há uma ascensão dos níveis dos corticoides do organismo. Sabe-se que, em excesso, eles dificultam a produção de fibras de colágeno, responsáveis pela sustentação e elasticidade à pele", explica Cristiano.

A descompensação ainda pode incrementar a produção de sebo, que potencializa a oleosidade do rosto. "Outro impacto possível é no sistema imunológico, o que significa uma redução substâncias protetoras e predisposição à invasão de microrganismos oportunistas", afirma. A soma dos dois fatores pode culminar em acne ou alergias.

Nécessaire à prova de noites em claro

Que fique explicado: não há fórmula mágica ou produto que substitua oito horas bem dormidas todos os dias. É preciso atuar no cerne do problema para evitar as repercussões no organismo. Entretanto, verdade seja dita, nem sempre as soluções são rápidas e pode ser preciso lançar mão de um plano de redução de danos.

"Cremes e séruns que trabalham para o fortalecimento das fibras de colágeno e agem contra o estresse oxidativo das células podem ajudar nas fases em que não dormimos bem. Ácido hialurônico, que é um hidratante; ácido glicólico e ácido retinoico, que estimulam a renovação; e a vitamina C, que é antioxidante, são bons ingredientes para blindar uma pele que está sendo bombardeada pela cascata fisiológica decorrente da falta de sono", afirma Cristiano.

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