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PM é preso por suspeita de estupro de produtora em Copacabana

Sargento Leonardo Lourenço da Silva teve prisão preventiva decretada após acusação de estupro - Getty Images/iStockphoto
Sargento Leonardo Lourenço da Silva teve prisão preventiva decretada após acusação de estupro Imagem: Getty Images/iStockphoto

Caio Coletti e Marcela Lemos

De Universa, em São Paulo, e Colaboração para Universa, no Rio

02/09/2020 08h25Atualizada em 03/09/2020 15h23

O policial militar suspeito de estuprar uma produtora cultural no apartamento dela em Copacabana, no Rio de Janeiro, foi preso novamente na noite de ontem, confirmou a polícia a Universa.

O sargento Leonardo Lourenço da Silva teve prisão preventiva decretada pela juíza Ana Paula Pena Barros, da AJMERJ (Auditoria Militar do Tribunal de Justiça), após ser liberado de custódia administrativa para responder ao processo em liberdade.

Ele se apresentou no 19º Batalhão, onde é lotado. Agora, o PM aguarda julgamento na Unidade Prisional da Polícia Militar (UP/PMERJ) localizada no bairro do Fonseca, em Niterói, região metropolitana do Rio.

Lourenço é suspeito de estupro e deserção por abandono de posto de trabalho. Ele pode ser expulso da corporação.

Na decisão que decreta a prisão preventiva do PM, a juíza Ana Paula Barros, diz ser "evidente a necessidade de custódia cautelar do réu por conveniência da instrução criminal, que ainda se inicia, tornando imperioso, concluir que, uma vez em liberdade, pode o acusado dificultar a repetição das provas, intimidando a vítima, podendo incurtir-lhe medo, obstruir a obtenção de provas que possam elucidar os fatos (...)".

A juíza diz ainda que o policial representa "riscos a ordem pública". A audiência do PM foi marcada para o mês que vem.

A acusação da produtora

Segundo o relato da vítima, o sargento Leonardo apareceu em seu prédio no dia 24 de agosto com o pretexto de dar seguimento à investigação de uma ocorrência no local uma semana antes.

Após insistir em subir até o seu apartamento, o PM teria a atacado, apalpando seus seios, passando a mão pelo seu corpo e apertando seu pescoço.

Após registrar ocorrência na 12ª DP (em Copacabana), a vítima foi ao IML (Instituto Médico Legal), onde fez exame de corpo de delito. O exame apontou que havia vestígios de violência sexual.

Policial contesta versão

Em depoimento, o policial alegou que foi até a casa da vítima em busca de um contato sobre venda de quentinhas. Ele alegou também que permaneceu três minutos na casa dela e ainda não utilizou a viatura da PM - veículo que é rastreado.

Em imagens do circuito interno de segurança, ele aparece se identificando ao porteiro e subindo até o imóvel da vítima pelo elevador. Um segundo PM que o acompanhava ficou esperando na portaria.

Nas redes sociais, o policial militar diz ser casado, ter dois filhos, entre eles, uma menina e afirma ser pós graduando em Ciências Criminais e Segurança Pública pela Uerj.