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Mariana Rios sofre aborto: como encarar a dor de perder um bebê

Mariana Rios anunciou a gravidez há dez dias - Reprodução/Instagram
Mariana Rios anunciou a gravidez há dez dias Imagem: Reprodução/Instagram

De Universa

11/07/2020 14h02

Num post emocionado feito em seu Instagram, no início da tarde deste sábado (11), a atriz Mariana Rios revelou que sofreu um aborto espontâneo. "Seu coração que batia acelerado e forte, de repente parou. Você precisou partir e não me sinto no direito de questionar a decisão de Deus", ela escreve. A artista estava na sua primeira gestação, fruto da união com Lucas Kalil.

A Universa, a psicóloga Erica Quintans, especialista em atender pessoas que passaram por grandes perdas, explica que uma mulher que deseja ser mãe já se sente uma quando descobre que está grávida. Portanto, mesmo quando ocorre aborto espontâneo ou há a necessidade de ser provocado — em casos em que a gravidez oferece risco à saúde da mãe e, portanto, é considerado lícito —, trata-se uma perda que deixa marcas profundas.

"A mulher está perdendo um filho e não uma gestação", afirma o obstetra Rodrigo Rosa Filho, especialista em reprodução humana.

De acordo com a psicóloga Márcia Maria Coelho Rodrigues, mestre em Ciência da Saúde pela Universidade de São Paulo (USP), e que há dez anos dedica-se a estudar o tema, os momentos mais difíceis dessa experiência são: 1) receber a notícia de que o bebê está morto; 2) realizar a retirada do bebê sem vida; 3) sair da maternidade de braços vazios; 4) retornar para casa e não falar mais sobre a morte do bebê.

Para o obstetra, é muito importante que a paciente receba um atendimento humanizado, pois o momento é muito traumático. "Às vezes, o sofrimento é tão grande que a paciente pode ter medo de tentar de novo. E o medo passa ser mais forte do que o sonho da gestação", alerta.

Ajuda bem-vinda

O projeto Do Luto à Luta foi criado a partir da perda gestacional de Larissa Rocha Lupie e de sua irmã gêmea Clarissa, que perderam seus bebês no mesmo ano, em 2014. "Decidimos criar um espaço de escuta e acolhimento às famílias que vivenciam esse drama. O grupo realiza encontros presenciais mensais e gratuitos com especialistas em luto, para que os pais não se sintam solitários em sua dor.

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