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Mulher deu à luz graças a transplante de útero nos EUA: 'Jornada louca'

Jennifer Gobrecht e o filho Benjamin  - Reprodução/Rachel Gregory/People
Jennifer Gobrecht e o filho Benjamin Imagem: Reprodução/Rachel Gregory/People

De Universa

14/02/2020 10h31

Jennifer Gobrecht sempre quis ser mãe, mas achou que não seria capaz de dar à luz depois de ser diagnosticada, ainda na adolescência, com uma condição rara chamada síndrome de Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser (MRKH). Ela nasceu sem útero.

Aos 33 anos, no entanto, a organizadora de eventos deu à luz um bebê saudável chamado Benjamin Thomas Gobrecht graças a um transplante de útero — ela é uma das oito mulheres nos Estados Unidos a se tornar mãe depois do procedimento.

Jennifer e o marido Drew começaram a namorar em 2007. Ela explicou sua condição, mas ele diz que sabia que um dia os dois seriam pais. "Sabíamos que poderia ser difícil, mas sabia que encontraríamos um caminho", disse ele em entrevista à revista People.

Em dezembro daquele ano, Jennifer leu um post em um grupo do Facebook para mulheres com MRKH sobre um estudo que procurava mulheres que se voluntariam para fazer um transplante de útero. O casal foi advertido que o procedimento apresentava riscos e que não havia garantia de que funcionaria, mas decidiriam ir em frente — Jennifer viu ali uma oportunidade de ajudar outras mulheres.

"Como você perde uma oportunidade de ajudar outras pessoas? Há todo tipo de infertilidade por aí. As pessoas sofrem em silêncio", diz ela. "É uma jornada solitária. Ser bombardeada com perguntas como: 'Quando você terá filhos?' É uma pergunta invasiva. Como você fala sobre isso? Queremos que as pessoas saibam que não estão sozinhas e que saibam que existem opções para elas. Isso é algo que queremos que seja acessível a todos", analisou.

Após meses de testes, o casal foi aceito no estudo em 2018 e Jennifer fez um transplante de útero. Cerca de seis meses depois ela engravidou na primeira tentativa. "Nós choramos muito", relembrou.

Em novembro, Jennifer deu à luz seu bebê por cesariana. Ela optou por fazer uma histerectomia e remover o útero após o parto porque os remédios contra a rejeição comprometeram seu sistema imunológico e ela queria ser saudável. "Prefiro ser saudável para um bebê, do que tentar me esforçar para tentar duas gestações", explica.

"Tivemos uma jornada louca para a paternidade", resume Jennifer.

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