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Jovem acusa ex-namorado de divulgar imagens íntimas dela na internet no MS

iStock
Imagem: iStock

Rafael Ribeiro

Colaboração para Universa, de Campo Grande

11/10/2019 17h51Atualizada em 21/10/2019 11h40

Uma jovem de 18 anos acusou um ex-namorado, de 26, de divulgar vídeos íntimos dela por meio de um aplicativo de celular. O caso ocorreu em Sidrolândia (MS).

A vítima procurou a polícia na terça-feira (8) para relatar que seu ex-namorado propagou imagens íntimas dela com o celular. A Polícia Civil investiga se os vídeos foram divulgados em um grupo onde outros homens também mostravam imagens íntimas de seus relacionamentos anteriores.

"Fiquei sabendo da história por meio de amigos. Eles vieram me contar que receberam um vídeo, que mais ninguém teve acesso a não ser ele", disse a jovem, por telefone para Universa, na tarde de hoje. Abalada, ela acredita que isso foi uma forma de vingança do ex-namorado.

"Eu decidi terminar o namoro há um mês. Mas ele não aceitou. Me procurou em casa, no trabalho, na faculdade. Foi quando eu decidi bloqueá-lo nas minhas redes sociais. E ele se vingou dessa maneira", afirmou ela.

"É muito triste ver as pessoas expostas dessa maneira. É algo horroroso, ainda mais em cidade pequena", disse a jovem exposta. "Você não dorme, não come, vira assunto das pessoas. É pior que apanhar ter sua confiança abalada desse jeito."

Suspeitos serão ouvidos na semana que vem

Um inquérito foi aberto para apurar o caso. O ex-namorado denunciado pela vítima e outros eventuais suspeitos podem ser indiciados pela chamada Lei Carolina Dieckmann, como ficou conhecida a Lei 12.737/2012, que promoveu alterações no Código Penal Brasileiro, tipificando os chamados delitos ou crimes informáticos.

O Projeto de Lei que resultou na Lei Carolina Dieckmann foi proposto em referência e diante de situação específica experimentada pela atriz, em maio de 2012, que teve copiadas de seu computador pessoal, 36 fotos em situação íntima e conversas, que acabaram divulgadas na Internet sem autorização.

Caso punidos, os suspeitos poderão pegar até um ano de prisão, além de multa.

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